quinta-feira, 20 de junho de 2013

Alckmin e Haddad sabem que ceder ao fascismo gera mais fascismo, mas...

Quando um bando de gente autoritária e disposta a praticar ou legitimar violências exige alguma coisa dos governos, não se pode ceder. Em hipótese nenhuma! Isso já deveria ser sobejamente conhecido pelas décadas de experiência que tivemos com o MST e outros supostos movimentos de "luta pela terra". E os tucanos e petistas sabem disso melhor do que ninguém, embora tenham lutado em campos opostos.

O governo FHC realizou o maior programa de reforma agrária que o Brasil já tinha visto, mas, à medida em que mais e mais famílias eram assentadas, a violência só crescia. Tanto é assim que o número de invasões de terra saltou de 145 para 502 nos anos de 1995 a 1999. Só em 2000 os tucanos se convenceram de que ser generoso com bandos agressivos só serve para incentivar mais pessoas a usar a violência, o que resultou na edição de uma Medida Provisória que eliminou o benefício econômico a ser obtido com invasões. O resultado dessa ação foi que o número de casos de invasão desabou para 236 em 2000, 158 no ano seguinte e para 103 em 2002, conforme dados da Ouvidoria Agrária disponíveis aqui.

domingo, 16 de junho de 2013

Legitimação do vandalismo nas universidades

No post anterior, comentei que o esquerdismo da escola brasileira pode ser um dos fatores responsáveis pelo vandalismo a que estamos assistindo - na verdade, trata-se de terrorismo mesmo, ainda que, até o momento, sem mortes. Mas não é apenas no ensino médio que os alunos aprendem que a luta insurrecional e as barbaridades cometidas por "movimentos sociais" como o MST são justificáveis, pois o mesmo se dá nas nossas universidades!

A primeira fonte de legitimação ideológica da violência nas universidades é a doutrinação teórica de esquerda que acontece nas salas de aula, especialmente nos cursos de ciências humanas. A influência da teoria social crítica (que reúne o marxismo e certo anticapitalismo pós-modernista) responde pela justificação moral de revoluções, insurreições, do crime comum e até do mau comportamento de estudantes.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Vândalos se sentem justificados pelo que aprenderam na escola

Interrompo a discussão que estava fazendo sobre o Bolsa Família para tratar dos atos de vandalismo e violência que vêm explodindo em São Paulo e Rio por conta do aumento das tarifas de transporte público. Antes de mais nada, é preciso deixar bem claro que a violência dos universitários se deve às ideologias de esquerda em que eles acreditam, já que os protestos foram convocados por militantes de partidos socialistas radicais, como PSOL, PSTU e PCdoB, e também da UNE (ver aqui). Em segundo lugar, lembre-se que o PT apoiou o Movimento Passe Livre na última eleição para prefeito, em mais uma demonstração de que esse partido não tem pudor de usar movimentos que abrigam gente fascistoide para chegar ao poder. Todavia, meu objetivo aqui é chamar atenção para o papel que a escola brasileira, inspirada por Paulo Freire e outros militantes marxistas e petistas travestidos de educadores, desempenha na difusão das ideologias autoritárias que alimentam essa violência.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A lúcida crítica de Muhammad Yunus ao Bolsa Família

O economista Muhammad Yunus concedeu uma entrevista à Época que, por um lado, revela a lucidez com que ele reflete acerca dos meios que podem ser empregados para enfrentar a pobreza, mas que, por outro lado, demonstra também a arrogância e primitivismo contidos na sua avaliação sobre os efeitos sociais do funcionamento do mercado. Neste post, vou mostrar apenas a parte da entrevista em que ele trata das políticas de combate à pobreza, deixando a crítica da sua visão sobre o lucro para outro post.
O economista Muhammad Yunus, prêmio Nobel da Paz em 2006, foi um visionário ao apostar na concessão de microcrédito e no empreendedorismo para reduzir a miséria em Bangladesh, onde ele nasceu e vive até hoje. Fundador do Grameen Bank, em 1976, e autor do livro O banqueiro dos pobres (Ed. Ática), Yunus contribuiu de forma decisiva para popularizar o microcrédito em todo o mundo. Segundo ele, o empreendedorismo é uma solução mais eficaz do que programas assistencialistas, como o Bolsa Família, para reduzir a pobreza. [...]

domingo, 9 de junho de 2013

Teoria da probabilidade contra teóricos da conspiração

Teorias da conspiração são comuns nos debates públicos, antes de mais nada, por serem fáceis de elaborar. Afinal, esse tipo de explicação consiste apenas em responsabilizar o adversário por um dado acontecimento ou em dizer que ele tem interesse em fazer o público acreditar numa determinada ideia. Daí que os ingredientes para elaborar uma teoria conspiratória crível são poucos e fáceis de formular. Primeiro, é preciso definir um inimigo das ideias e projetos que se deseja defender. Pode ser o comunismo, o capitalismo, o evolucionismo, a religião, o ateísmo, as elites... enfim, qualquer grupo, real ou imaginário, pode servir. Em segundo lugar, deve-se pressupor que esse inimigo é quase divino, pois sabe tudo e controla tudo, de sorte que nunca há nada que aconteça por acaso. Por fim, basta supor que, dada essa onisciência e onipotência do adversário, a prova de que a teoria conspiratória é correta está exatamente na falta de provas; afinal, "eles" escondem tudo... 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

O Bolsa Família em seu devido lugar. Ou: mentiras petralhas nos comentários - 2

Respondo agora a mais algumas mentiras que publicaram como comentário ao post Relembrando o "modelo econômico" que era "contra tudo o que está aí", conforme se lê abaixo: 
O FHC não fez uma política de transferência de renda, já o governo do PT é reconhecido no mundo inteiro pelo bolsa família e essa transferência de renda ajudou o enfrentamento da crise, pois alimentou a economia das pequenas cidades [...].
Muitíssimo pelo contrário! Quem instituiu as primeiras políticas de transferência de renda em nível federal foi o governo FHC, quais sejam:

domingo, 2 de junho de 2013

Se existir uma "cultura negra", ela é homofóbica

Fonte: TURRER, R [com PEROSA, T.], 2012.
Estou entre aqueles que rejeitam a ideia de que existam identidades nacionais ou continentais. Mas concordo que existem valores que são mais disseminados entre os indivíduos que formam determinados povos, valores esses que acabam definindo comportamentos que tendem a ser predominantes dentro desses povos e que, por isso, acabam muitas vezes moldando as instituições de um país ou grupo de países. É por isso que, embora eu rejeite a visão de Gilberto Freyre sobre a existência de um "caráter nacional" brasileiro, concordo que esse autor conseguiu captar apropriadamente o fato de que o racismo nunca foi um elemento estruturador da sociedade brasileira, ao contrário do que se vê na história de outros povos.