Um dogma repetido à exaustão por jornalistas e acadêmicos com orientação ideológica de esquerda é o de que pobreza e desigualdade são as causas principais da violência. Alguns, como Marcelo Lopes de Souza, até usam uma retórica malandra para relativizar essa relação de causa e efeito que eles estabelecem a partir de pressupostos puramente ideológicos, mas a conclusão final de seus escritos vai sempre na direção de priorizar o combate à desigualdade como forma de reduzir a violência (ver aqui).
Ora, mas o Brasil é justamente a prova de que essa causalidade não tem comprovação empírica. Desde o Plano Real, o salário mínimo subiu muito acima da inflação - ganho real de 75% só no período de 1995 a 2004 -, milhões de pessoas saíram da pobreza e ainda houve uma rápida diminuição da desigualdade de renda (Néri, 2006). O gráfico abaixo mostra isso claramente, pois houve queda da desigualdade dos rendimentos do trabalho de 1995 em diante e, a partir de 2001, declinou também a desigualdade medida pela renda domiciliar per capita - RDPC.
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| Fonte: HOFFMAN, 2006 |

