Já tem gente comemorando o aumento real do salário mínimo anunciado pelo Apedeuta em seu terceiro mandato. O problema é que esse aumento, além de piorar as contas públicas, na medida em que eleva o déficit previdenciário, não contribui para reduzir a desigualdade e a pobreza extrema.
O jornalista Leandro Narloch, em seu Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, avisa que "já é hora de jogar tomates na historiografia politicamente correta". Este blog faz a mesma coisa com a geografia e o sistema de ensino atuais, que carregam os mesmos vícios. E está explicado o título do blog. Por Luis Lopes Diniz Filho
sábado, 25 de fevereiro de 2023
Mais populismo: aumento do salário mínimo não reduz a desigualdade e nem a pobreza extrema
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023
PT tem culpa pelas mortes no litoral, pois fez aumentar a desigualdade e a pobreza...
Quase 50 pessoas morreram com as chuvas no litoral paulista, então é claro que a Oxfam e colunista da Folha não iriam perder a chance de usar as mortes para fazer proselitismo. Mandaram ver logo: a culpa não é das chuvas, é da desigualdade. E ainda acrescentaram que as mortes foram causadas também pelo "racismo ambiental" (sic).
A hipocrisia desse discurso está no fato de que jornalistas e militantes que dizem o óbvio - se não existisse pobreza, ninguém iria morar em áreas de risco... - saúdam a exploração política que Lula faz do episódio sem dizerem uma palavra sobre o fato de que, em sendo assim, é preciso reconhecer que Lula e Dilma têm sua parcela de culpa por tais mortes. Afinal, a desigualdade e a pobreza extrema aumentaram nos governos do PT!
Aos números
Os dados da PNAD mostram que houve uma importante queda do nível de concentração de renda a partir de 1995, com o Plano Real. E que essa desconcentração se acelerou de 2001 em diante, quando Fernando Henrique Cardoso instituiu os programas de transferência de renda que deram origem ao Bolsa Família. Em 2003, quando Lula chegou ao poder, o processo continuou, mas acompanhado de aumento da pobreza! Isso porque parte das pessoas que já tinha ultrapassado a linha de pobreza voltou a ser pobre com Lula, diminuindo a desigualdade entre a população de renda média baixa e a população mais pobre. Já no biênio 2004-2005, a pobreza voltou a cair com velocidade semelhante àquela dos anos 1994-1995, e a queda da desigualdade prosseguiu (aqui). Todavia, por volta de 2012, o processo de desconcentração de renda arrefeceu e, depois, inverteu (aqui).
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023
Lula copia Bolsonaro e culpa o BC pelas taxas de juros
Uma das razões de a taxa de juros estar alta é que Bolsonaro furou o teto de gastos, mas o PT não fala disso porque faz a mesma coisa!
terça-feira, 24 de janeiro de 2023
Insegurança alimentar: conceito enganoso
Lula e o PT sempre usaram a mentira de que o Brasil tem muitos milhões de pessoas passando fome para justificar seu marketing político. Daí que o governo Lula 1 ficou numa posição incômoda após a publicação da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003 – POF, do IBGE. Essa pesquisa jogou por terra o argumento de que o Brasil precisaria investir bilhões em programas como o Fome Zero - o qual nem sequer saiu do papel. No período da pesquisa, a exposição à desnutrição era estatisticamente irrelevante entre os adultos do sexo masculino e atingia somente um pequeno percentual de mulheres da área rural do Nordeste e do estrato mais pobre da população brasileira. Mais tarde, a edição da POF para os anos 2008-2009 confirmou a baixíssima magnitude da exposição à desnutrição no Brasil, bem como os elevados percentuais de pessoas com excesso de peso e obesidade, inclusive nos extratos de renda mais baixos (referências abaixo).
Mas a reação governamental aos dados inconvenientes veio já em 2004, com um suplemento especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, sobre Segurança Alimentar. O problema é que há um paradoxo entre a POF e a PNAD 2004, pois a primeira pesquisa revela que há uma exposição muito baixa da população adulta à desnutrição, ao passo que a segunda registrou cerca de 14 milhões de pessoas passando fome.
O contraste salta aos olhos principalmente quando se considera o estrato mais pobre da população, que possui rendimento domiciliar per capita de até um quarto do salário mínimo. A POF registra que, no período 2002-2003, não havia exposição relevante dos homens desse grupo à desnutrição, já que o percentual deles com déficit de peso era inferior a 5%, nível considerado normal em qualquer população. Em contraste, nada menos que 24,0% dos homens desse estrato mais pobre apresentava excesso de peso ou obesidade. No caso da população feminina desse estrato, o déficit de peso atingia um percentual apenas 3,5% acima do limite de 5% considerado normal, enquanto 40,9% das mulheres se encontravam com excesso de peso ou obesidade! Contudo, os dados do suplemento da PNAD 2004 registravam que 83,4% da população total do estrato mais pobre estavam em situação de insegurança alimentar leve, moderada ou grave. A conclusão óbvia da comparação desses resultados é que a PNAD 2004 classificou como moradores de domicílios em estado de insegurança alimentar pessoas com excesso de peso ou talvez até obesidade. Como se explica isso?
Bem, a diferença fundamental entre as duas pesquisas é que as informações da PNAD derivam de declarações de pessoas entrevistadas, enquanto as da POF se baseiam na aferição do Índice de Massa Corporal – IMC, e no acompanhamento direto da disponibilidade de alimentos dentro dos domicílios. Portanto, o conceito de segurança alimentar se refere à percepção que os indivíduos têm a respeito de sua alimentação, sem considerar informações diretas sobre o seu estado nutricional. Mas ocorre que a percepção das pessoas sobre a qualidade de sua alimentação é eivada de valores culturais e sociais, de modo que a população de baixa renda tende a imitar os hábitos de consumo dos estratos de renda mais elevada. Indivíduos de baixa renda tendem a avaliar que a alimentação de suas famílias é insuficiente e pouco variada porque só às vezes inclui iogurte, carne bovina e outros alimentos consumidos com maior frequência por pessoas de renda mais alta, muito embora o consumo rotineiro de arroz, feijão, carne de frango e leite dessas famílias esteja de acordo com as recomendações nutricionais da Organização Mundial de Saúde – OMS. Assim, para identificar os casos em que os indivíduos pesquisados podem realmente apresentar problemas de saúde relacionados à alimentação, a POF utiliza os conceitos de desnutrição, excesso de peso e obesidade, sendo o primeiro definido como o quadro clínico característico do consumo insuficiente de calorias e os outros dois como os quadros que derivam do consumo excessivo. E a medida usada para avaliar esses três estados é o cálculo do IMC, conforme parâmetros da OMS. Já o suplemento da PNAD 2004 não consegue identificar problemas nutricionais, pois o conceito de segurança alimentar não se baseia em critérios clínicos.
Até mesmo o conceito de fome usado na pesquisa de segurança alimentar é psicológico, pois diz respeito à “condição definida como uma sensação de ansiedade e desconforto provocada pela falta de comida”. Por exemplo, se o entrevistado afirma que, nos noventa dias anteriores à entrevista, sentiu fome pelo menos uma vez, mas não comeu por falta de dinheiro, então se considera que ele passou fome, mesmo que não apresente déficit de peso. Aliás, pelos critérios dessa pesquisa, os conceitos de insegurança alimentar moderada e grave, embora indiquem “limitação de acesso quantitativo aos alimentos”, podem ocorrer “com ou sem o convívio com situação de fome” - sic! Considera-se que há falta de comida num domicílio mesmo quando os moradores têm peso normal ou excessivo e não passam fome, mas também não comem tudo o que gostariam ou acham que deveriam comer. Ou seja, a pesquisa considera que há insegurança alimentar moderada ou grave em domicílios onde os moradores não conseguem ficar gordos ou engordar ainda mais!
Sendo assim, não se pode usar as informações sobre segurança alimentar para dizer que há pessoas com problemas de saúde por falta de comida, pois esse tipo de pesquisa não afere isso. Fica evidente a incoerência dessa pesquisa, pois ao usar o termo “insegurança”, denota uma situação de risco à saúde relacionada ao consumo de alimentos, algo que só poderia ser aferido com base em critérios clínicos que a pesquisa não leva em conta. Ora, o estudo que utiliza critérios clínicos é a POF, justamente a pesquisa que mostra a baixa magnitude das situações de déficit de peso na população brasileira, mesmo a mais pobre.
A verdade é que levantamentos sobre segurança alimentar servem apenas para justificar o marketing montado em torno de programas de combate à fome num país em que a desnutrição já está quase completamente eliminada. Daí porque o governo encomendou ao IBGE uma pesquisa que utiliza conceitos de fome e de insegurança alimentar próprios para estudar países desenvolvidos (como os EUA, que já possuem programas de auxílio alimentação desde os anos 1930), e outros que, como o Brasil, já avançaram muito em termos de renda per capita, industrialização e modernização agrícola. Quer dizer, conceitos adequados para países em que a desnutrição é inexistente ou quase inexistente, mas onde há pessoas que não conseguem reproduzir o padrão alimentar que elas, mesmo quando já estão acima do IMC recomendado, julgam que as pessoas de renda mais alta têm.
Pesquisa de encomenda
Todavia, ainda há outra razão para o paradoxo entre os resultados das pesquisas sobre desnutrição e sobre segurança alimentar. O jornalista Ali Kamel, no livro Não somos racistas (Record, 2006), efetuou uma crítica competente à metodologia do suplemento da PNAD 2004. Essa pesquisa usou um conceito ambíguo de segurança alimentar (embora equivalente ao utilizado em outros países) e coletou dados por meio de um questionário repleto de perguntas mal redigidas e com poucas informações que orientassem os entrevistadores de modo a evitar interpretações subjetivas das respostas. Vale a pena citar um dos exemplos hipotéticos que Kamel elaborou para ilustrar como as perguntas do questionário superestimam as situações de fome:
“Nos últimos três meses, algum morador de 18 anos ou mais de idade, alguma vez, sentiu fome mas não comeu porque não havia dinheiro para comprar comida?”. “Sim”, seria a resposta de alguém que, no fim da tarde, deixasse de comer um sanduíche no McDonald’s, porque o dinheiro está curto, sendo obrigado a matar a fome no jantar, em casa.
Em suma, temos três conclusões: o conceito de segurança alimentar é incoerente com a metodologia usada nas pesquisas sobre esse tema; o questionário do suplemento especial da PNAD 2004 é problemático; e a eficácia dos indicadores dessa pesquisa é facilmente contestada pelos estudos baseados em critérios clínicos, os únicos que podem realmente aferir se há pessoas com a saúde em risco por falta de comida.
Por aí se vê o empenho do PT em produzir números que sustentem o mito de que o Brasil é um país repleto de famintos. Recentemente, em Davos, Marina Silva teve o desplante de dizer que, no Brasil, existem 120 milhões de pessoas sujeitas à fome! Nesse caso, é mentira descarada mesmo, sem qualquer pudor, típica do padrão petista de mentir repetidamente até que a mentira vire verdade.
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Referências
IBGE. Pesquisa de orçamentos familiares 2002-2003: análise da disponibilidade domiciliar de alimentos e do estado nutricional no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2004.
______. Pesquisa de orçamentos familiares 2002-2003: antropometria e análise do estado nutricional de crianças e adolescentes no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2006.
______. Pesquisa nacional por amostra de domicílio: segurança alimentar 2004. Rio de Janeiro: IBGE, 2006a
KAMEL, A. Não somos racistas: uma reação aos que querem nos transformar numa nação bicolor. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.
sexta-feira, 24 de abril de 2020
Cientista responsável é o que informa ou o que assusta?
No momento não é possível estimar tempos de duplicação da epidemia, pois há um enorme acúmulo de testes moleculares sem resultados, necessários para que os casos sejam confirmados e notificados. Essa demora faz com que os números disponíveis publicamente (número de notificações) cresça de maneira artificialmente lenta.Assim, a evolução dos números oficiais informa hoje sobre a dinâmica de notificação, não da epidemia. Seria irresponsável seguir divulgando medidas de propagação da epidemia no Brasil com esses números (aqui).
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domingo, 19 de abril de 2020
Atila Iamarino errou, mas finge que acertou?
Nós tivemos 2 meses pra ver o que aconteceu com a China (e menosprezar por ser outra cultura), 1 mês pra ver o que aconteceu com a Itália e Japão. Já poderíamos ter planejado fechamento de escola, ajuda com empresa pra mandar gente pra casa, treinado as pessoas pra se afastarem.10:44 PM · 13 de mar de 2020 (aqui)
Não aproveitamos a oportunidade, provavelmente pelo bem da economia e para não gerar pânico de mercado. Vamos ver o caminho onde entramos. Não deixem as pessoas culparem o vírus lá na frente. Isso não aconteceu, isso foi decidido.10:44 PM · 13 de mar de 2020 (aqui)
- Se nada fosse feito, haveria 1,4 milhões de mortos pelo coronavírus no Brasil até agosto de 2020 e 2,6 milhões de mortos devido ao colapso do sistema de saúde, já que a demanda por leitos hospitalares, UTIs e por respiradores ultrapassaria em muitas vezes a capacidade de atendimento.
- Já o "melhor cenário de mitigação" seria "[...] todo mundo com sintomas é isolado em casa, a família é quarentenada e isolamos idosos com mais de 70 anos";"[...] ainda faltam leitos, o que dobra a mortalidade. Extrapolando essa situação pro Brasil (sem levar em conta a proporção de idosos aqui) seria o equivalente a ainda ter mais de 1 milhão de brasileiros mortos até o fim de agosto".
- "A única forma de diminuir drasticamente as mortes pela simulação seria a supressão: escolas e universidades fechadas, idosos isolados, casos sintomáticos e familiares isolados e a maior parte dos locais públicos ou com muita gente (como trabalho) fechados".
- "Nesse cenário, a maior parte das pessoas se salvam. Temos alguns milhares de mortos por algumas semanas, mas os casos caem. Quase todo mundo que precisa de UTI é tratado. Sem milhões de mortes. MAS se suspender a supressão, casos explodem e milhões de mortes de novo".
P.S. - Obviamente, não nego que medidas de isolamento salvam vidas. A questão é que precisamos conhecer bem as causas das diferenças de desempenho entre países para calibrar essas medidas (ver abaixo). Afinal, é inconteste que distanciamento social diminui as taxas de infecção e de mortalidade, mas é igualmente inconteste que distanciamento gera recessão e que recessão também mata.
segunda-feira, 13 de abril de 2020
Pandemia nos pôs no mundo das escolhas trágicas
[*]: Os números citados for obtidos em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51987873. Acesso em: 12 abr. 2020.
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sexta-feira, 10 de abril de 2020
"Instinto de negatividade" na pandemia
Na verdade, os cálculos e projeções que esses cientistas elaboraram tomavam como ponto de partida o dia 14 de março, quando já havia 121 casos registrados, porque esse era o número mínimo necessário para que os cálculos pudessem ser feitos. Mas então por que as projeções falharam?
Atualização do post (15.07.20) - "[...] cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) identificaram a presença do vírus em amostras de esgoto congeladas, que foram coletadas a partir de 27 de novembro [de 2019]". A mesma matéria informa que, na Espanha, o vírus já estava presente nos esgotos um ano antes do primeiro caso registrado da doença (aqui). Portanto, as estimativas do Observatório em março falharam ao concluir que a doença estava se espalhando aqui com a mesma velocidade com que havia se espalhado em países como Itália e Espanha, e a falha ocorreu porque esse grupo não levou em conta que o vírus, muito provavelmente, havia chegado ao Brasil antes do que se imaginava, sendo que o pequeno número de testes realizados era o principal motivo para levar isso em consideração.
sexta-feira, 3 de abril de 2020
Quarentena: quantos pobres em nível subsaariano essa medida vai produzir?
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
Legado do PT sugere que Haddad não presta nem para voto útil
- A matéria destaca que a economia foi mal no governo Dilma, em parte, por causa da crise internacional. Mas não diz que a economia só foi bem no governo Lula por causa da conjuntura internacional favorável do período, visto que a política econômica de Lula foi a mesma do segundo mandato de FHC: câmbio flutuante, metas de inflação e de superávit primário.
- Realmente, nos anos 2003 a 2011, combinaram-se o crescimento da economia chinesa (que rebaixou os preços dos produtos industrializados e elevou os preços da soja e do minério de ferro) com um enfraquecimento do dólar no mercado internacional. Essa conjuntura explica os elevados superávits comerciais do período e também por que o governo Lula conseguiu praticar uma política prolongada de ampliação do crédito para consumo sem provocar pressões inflacionárias.
- Ricardo Paes de Barros, Fábio Giambiagi e Alexandre Schwartzman já demonstraram, com dados oficiais, que o aumento do salário mínimo teve efeito significativo de redução da pobreza e da desigualdade no governo FHC, mas não nos governos petistas. No biênio 2004-2005, o potencial dos aumentos de salário mínimo para reduzir a desigualdade já estava esgotado. E os mais pobres são aqueles que trabalham no setor informal, sem carteira de trabalho assinada, de modo que os aumentos de salário mínimo não os beneficiam.
- A matéria cita os benefícios trabalhistas concedidos às empregadas domésticas como uma conquista do PT, mas a verdade é que, até hoje, cerca de 70% das empregadas continua trabalhando sem carteira.
- A queda da desigualdade de renda começou no governo FHC, com o Plano Real, e foi revertida no governo Dilma.
- O cotejo dos dados de desigualdade gerados pela PNAD, do IBGE, com as informações de arrecadação de Imposto de Renda mostram que, de 2006 a 2012, a concentração de renda aumentou! A matéria da BBC desconsiderou o fato de que as informações sobre renda obtidas por declarações de pessoas pesquisadas, como acontece no Censo Demográfico e na PNAD, subestimam a renda das pessoas de classe média e alta. Os dados da receita corrigem isso.
- O Bolsa Família não é uma política do PT, mas de FHC! O PT apenas unificou os programas de renda de FHC num programa só e expandiu o número de beneficiados. Ainda assim, a maior parte da queda da desigualdade observada no Brasil, desde a segunda metade dos anos 1990, se deve a transformações demográficas e no mercado de trabalho, sendo que nem todas têm relação com os governos recentes. A queda da fecundidade das mulheres de baixa escolaridade, por exemplo, começou na década de 1980, e teve impacto considerável na redução da pobreza.
- Os dados sistematizados pelo Gapminder World revelam que, nos governos do PT, o IDH se elevou mais devagar do que nos governos de FHC, mas a matéria da BBC sugere que houve uma grande conquista do PT nessa área.
- Professores acham que propaganda do PT é conteúdo escolar
- Não param com o festival de bobagens sobre o impeachment de Dilma
- Fato: menos filhos por mulher reduziu a pobreza e a desigualdade
- Não houve "salto no IDH-M", mas mudança na forma de cálculo
- Redução da desigualdade começou com FHC e foi revertida pelo PT
- Dez anos de imposturas intelectuais e jornalismo dependente
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Não param com o festival de bobagens sobre o impeachment de Dilma!
Vargas e Goulart saíram do poder ao tempo em que concediam direitos sociais, sobretudo aos menos favorecidos. Não é novidade que durante os governos do PT, os trabalhadores ampliaram sua renda, o salário mínimo cresceu de maneira contínua e houve uma série de programas sociais. [...] Não surpreende que, mais uma vez, setores da sociedade brasileira se ergam contra tais políticas, ainda que, escamoteadamente, o bordão seja “contra a corrupção” (aqui).
Evidentemente, existem elementos factuais dos governos Lula e Dilma que causaram desconforto e indignação a todos os cidadãos. Contudo, é preciso muita inocência para imaginar que as manifestações contra o governo são incentivadas pelo descontentamento com a corrupção, pela elevação do preço do combustível ou da energia (idem, ibidem).
domingo, 19 de fevereiro de 2017
Supremo fez bem em determinar indenização de presidiários
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Revista Galileu faz péssimo dossiê sobre a crise nos presídios
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Professores acham que propaganda do PT é conteúdo escolar
Sou professora de geografia e uma aluna fez um trabalho de pesquisa sobre o desenvolvimento do Brasil nos últimos anos. Esses são os dados. Após uma leitura cheguei a conclusão que os alunos não são tão "tapados" como vocês pensam e poderiam deixar de lado essa frescura de escola sem partido, e trabalharem em coisas mais produtivas para o Brasil. Como professora de geografia sou muito técnica não caio em historinhas mal contadas, porque entendo que quando se conta uma história se leva em conta as nossas percepções etc, os números falam mais alto e não pude deixar de comentar, dentro do conteúdo de geografia o período da ditadura, o governo Sarney, Itamar, FHC e o governo Lula. E agora o que fazer? Não posso ser chamada de partidária por levar aos alunos a realidade, e dentro desse trabalho eles fizeram uma pesquisa com os pais e avós e foi surpreendente o resultado dessa pesquisa, o governo Lula foi disparado o melhor.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Fato: menos filhos por mulher reduziu a pobreza e a desigualdade
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Linchadores não são vítimas
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Zander Navarro: os seis temas mais importantes no novo mundo rural brasileiro
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Zander Navarro: o novo mundo rural no Brasil
Todo geógrafo e professor de geografia deveria ser intimado a assistir! Em cerca de uma hora de exposição, o autor apresentou, com base numa sólida base estatística e em pesquisas de campo, uma periodização do processo de modernização agropecuária brasileira e, em seguida, as tendências recentes desse processo.
Com base nas anotações que fiz durante a palestra, vou resumir brevemente a periodização e apontar as consequências mais gerais do processo modernizador. Em outra postagem, faço o resumo das tendências mencionadas. Mas recomendo fortemente a leitura do último livro do autor (capa ao lado) e também da obra O mundo rural no Brasil do século 21.
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
O mundo distorcido em nossas escolas
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| Fonte: http://atualidadescefi.blogspot.com.br/2013/03/oposicao-norte-e-sul.html Acesso em 16 out. 2015 |
