Na campanha presidencial em curso, assim como em todas as anteriores, vemos a cambada do PT a falar como se os seus adversários fossem contra a política de elevação do valor real do salário mínimo, a qual seria indispensável para reduzir a pobreza e a concentração de renda. Temos aí duas mentiras descaradas que se valem de duas estratégias diferentes para ludibriar os eleitores.
O jornalista Leandro Narloch, em seu Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, avisa que "já é hora de jogar tomates na historiografia politicamente correta". Este blog faz a mesma coisa com a geografia e o sistema de ensino atuais, que carregam os mesmos vícios. E está explicado o título do blog. Por Luis Lopes Diniz Filho
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Por que o MST pariu o MTST: nada a ver com utopia
O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto - MTST foi fundado em 1997, bem no meio da forte escalada de invasões de propriedades rurais promovida pelas organizações de "sem-terra" na segunda metade da década de 1990. O MTST possui organização e métodos em tudo similares aos do MST, sendo apontado como o "braço urbano" desta última organização: se o MST é uma indústria de invasões de propriedades rurais, o MTST é uma indústria de invasões de terrenos urbanos (aqui).
Para os marxistas e outros teóricos críticos que pesquisam o agro ou o planejamento urbano, organizações desse tipo são evidências de que a instituição da propriedade privada estaria sendo posta em xeque por "movimentos sociais" que, no campo e na cidade, expressam necessidades objetivas e subjetivas da população às quais o Estado não consegue responder adequadamente dentro da ordem capitalista (Diniz Filho, 2013). Mas a verdade é bem outra.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Comparar guerra com competição econômica é bobagem fácil e conveniente
Ontem, o canal Curta! reexibiu, pela enésima vez, o documentário Encontro com Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá, de Silvio Tendler. Honestamente, quem vê esse documentário nem precisa se dar ao trabalho de ler os livros que Milton Santos escreveu sobre globalização, os quais são tão superficiais quanto o documentário. Tais livros se resumem a repetir frases feitas contra a economia de mercado, não apresentando qualquer argumento lógico ou evidência empírica para sustentar suas críticas.
Exemplo claro disso é quando Santos afirma que "a competitividade é um outro nome para a guerra, desta vez uma guerra planetária, conduzida, na prática, pelas multinacionais, as chancelarias, a burocracia internacional, e com o apoio, às vezes ostensivo, de intelectuais de dentro e de fora das universidades" (Santos, 1994, p. 35).
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Santander: PT vai transformando o Brasil na Argentina
Ao analisar a possibilidade de o governo brasileiro reproduzir as políticas econômicas aplicadas nas gestões do casal Kirchner, o economista Fabio Giambiagi chamou a atenção para três questões cruciais. A primeira delas é que o "modelo argentino" era inaplicável no Brasil, em vista das enormes diferenças entre os dois países quanto ao grau de endividamento externo e à conformação de seus sistemas financeiros, entre outras. A segunda é que, ao contrário do que podia parecer, as políticas que garantiram o bom crescimento econômico da Argentina após a moratória de 2001 não foram tão heterodoxas quanto pareciam à primeira vista - a Argentina chegou a ter superávit nominal nas contas públicas, enquanto o Brasil amargava um déficit igual a 3% do PIB. E a terceira questão a considerar é política: na Argentina, as instituições conferem mais poder ao Executivo e a sociedade é mais tolerante com atitudes autoritárias do que no Brasil (Giambiagi, 2007).
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Cultura estatista é fator de atraso para o Brasil
O livro O mistério do capital, de Hernando De Soto (2001), é leitura obrigatória para qualquer um que quiser conhecer uma explicação científica para as diferenças de desenvolvimento entre países alternativa às teorias e ideologias imperialistas que infestam a política latino-americana. Esse autor afirma, com base numa extensa pesquisa histórica, que a chave do desenvolvimento está em um país consolidar as instituições que são fundamentais para estimular indivíduos e empresas a investir capital, sendo a mais importante dessas instituições o direito de propriedade. É necessário haver um sistema integrado formal de representação da propriedade, ou seja, um conjunto padronizado de leis e instituições que asseguram o direito de propriedade e que tornam os possuidores de imóveis urbanos e rurais responsáveis pelo uso que dão a esses bens. Adicionalmente, é preciso que as leis que regulamentam a operação de empresas privadas sejam simples e que os procedimentos burocráticos envolvidos na abertura e fechamento de empresas, no pagamento de impostos, na obtenção de alvarás de funcionamento, entre outros, sejam ágeis e baratos.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Festa da Tomatina: 300 posts!
| La Tomatina: a guerra de tomates da Espanha |
Já faz alguns anos que mantenho este blog. O número de leitores não é grande, o que está dentro das minhas expectativas iniciais. Afinal, este é um blog que só fala de questões afeitas direta ou indiretamente ao meu trabalho. Nesse sentido, comecei o blog apenas para dispor de um meio de divulgar informações e argumentos que seja mais rápido e flexível do que a publicação de trabalhos acadêmicos.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
O Brasil na globalização: crítica a Milton Santos
Recentemente, tive o prazer de orientar uma dissertação que reavaliou criticamente as ideias de Milton Santos sobre a globalização. Depois, eu e o orientando, Fernando Antonio Salomão Loch, escrevemos um artigo que acabou de ser publicado (Cf.: LOCH, F. A. S.; DINIZ FILHO, L. L. O Brasil na globalização: crítica à perspectiva de Milton Santos. Revista Geografar, v. 9, n. 1, p. 65-99, jun. 2014). Sendo assim, aqui vai um pequeno resumo.
Assinar:
Postagens (Atom)