Comentei no post O Haiti não é aqui que, se nunca houve políticas de segregação racial no Brasil, foi devido à nossa forte miscigenação. E é óbvio que essa miscigenação só é possível graças à convivência de brancos e negros nos locais de trabalho, de moradia e, o que é mais importante, nos mesmos círculos de amizade. Mas o mundo dá muitas voltas, e quem tenta separar brancos, pretos e pardos, hoje, são os racialistas, ou seja, aqueles que insistem em ver o Brasil como um país clivado pelo racismo e que, no intuito de combater esse mal, agem de forma racista! A ironia disso é que, assim como teria sido muito difícil e imprudente segregar as pessoas com base em critérios raciais num país miscigenado, também não é fácil valorizar a cultura negra como se os brancos estivessem excluídos dela. É o que mostra um texto que Reinaldo Azevedo escreveu sobre a discriminação racial na Funarte, o qual reproduzo abaixo.
Boa leitura!
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