sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Associação dos Professores mente ao negar doutrinação esquerdista nas escolas

Primeiro, vejamos algumas informações publicadas no site do jornal Gazeta do Povo:

A APP-Sindicato, que representa os professores da rede estadual de ensino [do Paraná], disse nesta quarta-feira que considera inconstitucional o projeto da "Escola sem partido", protocolado nesta semana na Assembleia Legislativa. O sindicato afirma que vai procurar a OAB e o Ministério Público para tentar barrar a aprovação da proposta.
De acordo com seus autores, que "importaram" a ideia, apresentada neste ano em vários estados e municípios, é impedir que os professores doutrinem ideologicamente os seus alunos. Eles afirmam que a categoria estaria usando a sala de aula para "fazer a cabeça" dos estudantes. O projeto prevê a afixação de cartazes dizendo itens que os professores estariam obrigados a respeitar.
Para Marlei Fernandes, representante do sindicato, o projeto é fruto de uma "onda conservadora" e fere a liberdade de atuação dos profissionais. Além disso, segundo ela, a proposta vai contra os direitos sindicais da categoria. "Nós falamos para os alunos sobre a realidade. Não se trata de doutrinação", diz ela.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O mundo distorcido em nossas escolas

Fonte: http://atualidadescefi.blogspot.com.br/2013/03/oposicao-norte-e-sul.html Acesso em 16 out. 2015
Um dos ensaios do livro Não culpe o capitalismo alerta para a necessidade de rever as formas de regionalização do mundo ensinadas em nossas escolas (Lima, 2015). Quando o Muro de Berlim ainda estava de pé, ensinava-se que o mundo se dividia em países desenvolvidos e subdesenvolvidos, sendo os primeiros industrializados e os segundos exportadores de matérias-primas agrícolas e minerais. Essa regionalização derivava diretamente das teorias do subdesenvolvimento formuladas nos anos 50 e 60. Ensinava-se também que o mundo podia ser dividido em Primeiro, Segundo e Terceiro Mundos, isto é, em três conjuntos de países caracterizados por serem, respectivamente, capitalistas industrializados, socialistas e capitalistas subdesenvolvidos. Depois do desmoronamento do socialismo, os países que compunham o Segundo Mundo foram divididos nas categorias "Norte" e "Sul", conforme a figura acima.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

SAIU O LIVRO! "NÃO CULPE O CAPITALISMO"

Continuo afastado do blog por causa da tendinite, mas, como parece que melhorei um pouco, espero retomar as postagens em breve. Até lá, não posso deixar de anunciar que a coletânea de ensaios que escrevi em parceria com os geógrafos Anselmo Heidrich e Fernando Raphael Ferro de Lima, conforme anunciei por aqui tempos atrás, acabou de ser publicada!

Fernando fez um blog para divulgar o livro, cuja festa de lançamento será amanhã, 11 de setembro de 2015. 

Maiores informações no link indicado abaixo:


quinta-feira, 9 de abril de 2015

Paulo Freire, marxismo e violência nas escolas: tudo a ver

A Gazeta do Povo publicou recentemente mais um artigo de José Maria e Silva desancando o patrono da educação brasileira: Paulo Freire. No artigo, Silva mostra a relação que existe entre as ideias freirianas e a violência, conforme se lê nesta passagem:
Não é exagero afirmar que a transformação de criminosos em "reeducandos" [o novo tipo penal em vigor] – com graves implicações morais – é um efeito colateral das ideias de Paulo Freire. O autor da Pedagogia do Oprimido, espalhada em dezenas de idiomas pelo seu livro homônimo, assassinou Durkheim e divinizou Marx, transformando a educação numa arena política, em que o aluno concreto é sacrificado no altar da revolução. Para Freire e seus discípulos, nunca há responsabilidade individual no conhecimento e o aluno relapso ou delinquente vale até mais do que o aplicado, pois sua conduta é vista como uma contestação legítima ao sistema (texto completo aqui).

sexta-feira, 27 de março de 2015

CQD: André Singer mostra que hipocrisia é inevitável para intelectual petista

Comentei num post recente que o pressuposto marxista da integração entre teoria e práxis, ao desembocar na ideia de "intelectual engajado", como se dizia antigamente, ou de "intelectual militante", como se diz hoje em dia, empurra os intelectuais de esquerda para posicionamentos claramente hipócritas no âmbito dos debates públicos. Pois acabei de ler na seção Sanatório Geral, do Blog do jornalista Augusto Nunes, uma frase de André Singer (filho do economista Paul Singer) que cairia feito uma luva como epígrafe daquele post. 

Vejamos a frase seguida do comentário mordaz de Augusto Nunes:

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25/03/2015

"Não temos como defender o governo, mas também não temos como não defender".


André Singer, cientista político filiado ao PT, ensinando o que deve dizer um cientista político filiado ao PT quando já não consegue enxergar a diferença entre um partido e uma organização criminosa.

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quinta-feira, 19 de março de 2015

Quando campanha pelo impeachment é golpe e quando não é

Um leitor mandou um comentário ao post anterior, que trata do possível impeachment de Dilma Rousseff, e eu avaliei que a resposta que escrevi merecia estar num post próprio.

Quando lemos o documento "Denúncia por Crimes de Responsabilidade Contra o Sr. Presidente da República, Fernando Affonso Collor de Mello", que serviu de base para a votação que derrubou ele, fica claro que já existem razões mais do que suficientes para, no mínimo, abrir investigação contra Dilma Rousseff. O documento citado está aqui:

De fato, a denúncia contra Collor alegou que: "O impeachment não é uma pena ordinária contra criminosos comuns. É a sanção extrema contra o abuso e a perversão do poder político. Por isso mesmo, pela condição eminente do cargo do denunciado e pela gravidade excepcional dos delitos ora imputados, o processo de impeachment deita raízes nas grandes exigências da ética política e da moral pública, à luz das quais hão ser interpretadas as normas do direito positivo".

domingo, 15 de março de 2015

Impeachment: relação entre teoria e prática faz dos intelectuais hipócritas


Marx e seus seguidores proclamam: "a verdade da teoria é a prática social". A maioria dos intelectuais brasileiros, ao menos na área das ciências humanas e sociais, concorda com Marx e é aliada do PT. O resultado disso, especialmente num contexto de inegável malogro das teorias de esquerda, é que os intelectuais agem de forma tão hipócrita quanto o partido e os "movimentos sociais" que eles apoiam.

Realmente, nossos doutores em economia, filosofia, geografia, sociologia, etc., foram a favor do impeachment de Collor (e ele mereceu mesmo perder o cargo), mas não pelos motivos certos. Intelectuais petistas não se preocupam com a corrupção ou com decoro do cargo. Tanto que, agora, usam a imprensa e as redes sociais para defender Dilma, mesmo com o tsunami de lama que vem devastando as estatais brasileiras desde a chegada de Lula ao poder e mesmo com todas as evidências de que  Lula e Dilma, no mínimo, sabiam de tudo e nada fizeram. 

Então, já que não posso escrever muito, dedico a imagem acima a Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, Marilena Chauí, Emir Sader e tantos outros que, no afã de integrar suas teorias fracassadas com uma prática política transformadora, não conseguem fazer mais do que reproduzir a hipocrisia desses militantes de partidos e de "movimentos sociais" de esquerda que julgam a ética dos governantes conforme as conveniências de sua causa... e de seus bolsos. 

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