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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Ascensão e queda do PT provam que não vivemos numa "sociedade pós-verdade"

No texto anterior, comentei o conceito de "profunditude", que serve para identificar e desmascarar aqueles discursos que começam fisgando o leitor com a enunciação de uma verdade banal para depois enganá-lo ao extrair dali uma conclusão que, embora aparentemente profunda, é de uma falsidade completa. O escritor e jornalista científico Carlos Orsi, que explica esse conceito, comenta também outro que lhe é bem próximo: o conceito de "bullshit", formalizado pelo filósofo Harry Frankfurt. Com base nesse autor, Orsi define "bullshit" da seguinte forma:
[...] afirmação que é indiferente à verdade - algo que se diz para produzir uma reação emocional ou um comportamento desejado no ouvinte, sem que o emissor se importe se o que está dizendo corresponde ou não aos fatos. A bullshit pode até ser verdade, mas quem a emprega não está nem aí para isso: o que se deseja é que o alvo vote em alguém, compre alguma coisa, indigne-se com isto ou aquilo ou abrace uma causa (Cf.: Profunditudes e o mundo pós-verdade - itálico no original).

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Caso Cunha: geógrafos petistas pensam que todo mundo é igual a eles

Assinei uma petição online em favor do impeachment de Dilma Rousseff e outra pela cassação de Eduardo Cunha - ambas pelo Change.org, já que eu não prestigio a Avaaz de maneira alguma. Do mesmo modo, entendo que Michel Temer deveria ter seu mandato cassado, na medida em que, como a chapa pela qual ele se elegeu vice-presidente era única, o dinheiro do petrolão, se entrou nas contas de campanha de Dilma, beneficiou também a candidatura dele. São todos posicionamentos coerentes com a defesa da democracia, do Estado de Direito e da ética na política.

Bem diferente é o caso dos geógrafos petistas - expressão que é quase um pleonasmo... -, já que a grande maioria deles não se preocupa em defender princípios e nem em ser coerente com as teses que expõe em seus trabalhos acadêmicos. Realmente, a maior parte dos geógrafos e professores que se dizem "críticos" não tem autocrítica e, por isso, defende cegamente um partido que cometeu estelionato eleitoral e em cujos governos funcionaram os maiores "esquemas" de corrupção da história do Brasil!

segunda-feira, 21 de março de 2016

Professores universitários ajudaram a destruir o Brasil, mas não me venham acusá-los com mentiras



Em 23 de julho de 2014, a Empiricus Research publicou o vídeo "O  Fim do Brasil". Para fúria dos petistas, afirmava que o Brasil tal como o conhecíamos nasceu em 1994, pois foi com o Plano Real que iniciamos uma era de estabilidade macroeconômica destruída pela gestão Dilma. E não há como negar que os professores universitários ajudaram nessa destruição.

Afinal, quantos reitores de universidade assinaram manifestos em apoio às candidaturas de Lula e Dilma nas últimas décadas, violando o princípio da neutralidade ideológica, política e partidária que se impõem a administradores de órgãos estatais? E o pior é que tais manifestos nada mais eram do que peças de propaganda eleitoral mentirosa! 

segunda-feira, 7 de março de 2016

Impeachment - Brasilianista fala besteiras e esbanja preconceito ao tratar da crise atual

O historiador britânico e brasilianista Kenneth Maxwell deu uma entrevista na qual expõe um modo de pensar que, embora superior ao da maioria dos intelectuais de esquerda tupiniquins, reforça várias informações erradas e preconceitos que servem de munição para os defensores do lulopetismo (aqui).

A superioridade do seu ponto de vista está no fato de ele não minimizar a gravidade da situação, pois afirma: "o Brasil vive sua pior crise econômica em meio século".  E ele também reconhece que "a imagem internacional do Brasil não poderia estar pior", por conta da combinação de escândalos, desempenho econômico péssimo, surto de zika, crise na saúde pública e atraso nas obras para as olimpíadas. Além disso, é bastante lúcido ao dizer que:
[...] é o modelo de intervenção excessiva do Estado e a relação promíscua entre o governo e as grandes construtoras, e entre estas e as corporações estatais – e, possivelmente também os bancos estatais – que ofereceu um pote de mel para os políticos, todos prontos para obter vantagens pessoais e políticas.
Contudo, não há como não jogar uns tomates nas mistificações que ele reverberou, como, por exemplo:
O PT não inventou a corrupção no Brasil, mas obviamente foi corrompido pelo exercício do poder.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

CQD: Pesquisador "critico" da reforma agrária assume que age como criacionista


Um dos ensaios do livro Não culpe o capitalismo comenta que os autointitulados "pesquisadores militantes" são como os criacionistas: ao invés de tomarem a observação empírica como ponto de partida para explicar os fenômenos sociais, começam com uma explicação pronta e selecionam os conceitos, dados e evidências que possam servir para comprová-la. Bem, num texto recente sobre a política de reforma agrária, Bernardo Mançano Fernandes, que assume explicitamente adotar uma perspectiva teórica anticapitalista, diz o seguinte:
[...] cientistas interpretam as realidades, procuram explicá-las e convencer outros a aplicar esses pensamentos. Para tanto, selecionam um conjunto de referências constituintes, como elementos, componentes, variáveis, recursos, indicadores, dados, informações etc., de acordo com suas perspectivas e suas histórias, definindo politicamente os  resultados que querem demonstrar (Fernandes, 2013, p. 198).

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Heidegger, o nazista, serve à direita e à esquerda

Recentemente, a academia foi abalada pela publicação do livro Heidegger: a introdução do nazismo na filosofia, de Emmanuel Faye. Esse autor retoma uma ideia que não é nova, qual seja, a de que a filiação do filósofo Martin Heidegger ao partido nazista não foi só um "erro" ou um ato de "ingenuidade política" do qual ele teria se arrependido depois, mas sim uma consequência necessária do seu pensamento filosófico. 

De fato, essa visão de Heidegger como um "nazista essencial" já havia sido defendida em 1988 por Victor Farias, e os admiradores de Heidegger (um dos filósofos mais influentes do século XX, com papel central na história do existencialismo) rebateram essa acusação com uma estratégia semelhante à usada pelos marxistas para isolar o pensamento de Marx do desastre socialista: foi "erro de interpretação", "falta de experiência", "afastamento do método dialético", etc. Nesse sentido, talvez a novidade trazida por Faye esteja em ele afirmar que toda filosofia heideggeriana não passava de discurso nazista elaborado em linguagem filosófica, além de basear essa tese numa documentação até recentemente inédita, como cartas escritas por Heidegger, conteúdos de cursos ministrados e uma série de cadernos onde ele fazia uma espécie de diário.

sexta-feira, 27 de março de 2015

CQD: André Singer mostra que hipocrisia é inevitável para intelectual petista

Comentei num post recente que o pressuposto marxista da integração entre teoria e práxis, ao desembocar na ideia de "intelectual engajado", como se dizia antigamente, ou de "intelectual militante", como se diz hoje em dia, empurra os intelectuais de esquerda para posicionamentos claramente hipócritas no âmbito dos debates públicos. Pois acabei de ler na seção Sanatório Geral, do Blog do jornalista Augusto Nunes, uma frase de André Singer (filho do economista Paul Singer) que cairia feito uma luva como epígrafe daquele post. 

Vejamos a frase seguida do comentário mordaz de Augusto Nunes:

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25/03/2015

"Não temos como defender o governo, mas também não temos como não defender".


André Singer, cientista político filiado ao PT, ensinando o que deve dizer um cientista político filiado ao PT quando já não consegue enxergar a diferença entre um partido e uma organização criminosa.

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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Festa da Tomatina: 300 posts!

La Tomatina: a guerra de tomates da Espanha
Já faz alguns anos que mantenho este blog. O número de leitores não é grande, o que está dentro das minhas expectativas iniciais. Afinal, este é um blog que só fala de questões afeitas direta ou indiretamente ao meu trabalho. Nesse sentido, comecei o blog apenas para dispor de um meio de divulgar informações e argumentos que seja mais rápido e flexível do que a publicação de trabalhos acadêmicos.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Karl Popper: a diferença entre Einstein, Marx e Freud

Ao contrário do que os marxistas berram (ver aqui), a cientificidade do método e das teorias marxistas é questionável à luz de argumentos epistemológicos perfeitamente racionais, de modo que contestar a capacidade dos pesquisadores marxistas produzirem ciência nada tem a ver com opinião subjetiva e, muito menos, com perseguição ideológica. Para provar isso, vou reproduzir algumas passagens de um texto de Karl R. Popper, um dos maiores filósofos do século XX, no qual se apresentam razões para concluir que nem a teoria marxista da história e nem as teorias da psicanálise são científicas.

O texto se baseia numa conferência realizada pelo autor em Cambridge, no ano de 1953, durante um curso sobre a filosofia inglesa da época. Tomei por base uma tradução do texto feita pela Editora da UnB (*), mas fiz algumas alterações ao cotejar essa edição em português com o texto original. Os itálicos abaixo são todos de Popper.

Boa leitura!

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Caso Capes: a hipocrisia dos pesquisadores marxistas

Recentemente, pesquisadores marxistas e de outras vertentes da teoria social crítica começaram um movimento político de revolta motivado pela resposta negativa da Capes a uma solicitação de recursos para um projeto coletivo de pesquisa intitulado "Crise do Capital e Fundo Público: implicações para o trabalho, os direitos e as políticas sociais". O pedido de financiamento foi negado sob a justificativa de que havia muitos projetos bons requisitando recursos e também a de que os proponentes desse projeto já tinham sido beneficiados pouco tempo antes com recursos do mesmo edital da Capes. Todavia, como o parecer sobre o projeto de pesquisa atribuiu-lhe uma nota baixa alegando que o "método marxista histórico-dialético [...] não garante os requisitos necessários para que se alcance os objetivos do método científico", marxistas e outros teóricos socialistas dos quatro cantos do Brasil se mobilizaram com o objetivo de pressionar a Capes a rever seus critérios e procedimentos (ver aqui).

Eu li o referido parecer, e o considero de má qualidade. Além de muito mal escrito, o parecer faz afirmações categóricas no espaço de duas linhas, sem detalhar o conteúdo do projeto em apreço para justificá-las. No entanto, a reação dos marxistas ao parecer - especialmente considerando que não foi a avaliação feita sobre a falta de cientificidade do marxismo que motivou a recusa da Capes - denota a hipocrisia típica de intelectuais e militantes marxistas: quando eles não detém o controle de determinada instituição, exigem pluralismo democrático, isenção e se dizem politicamente perseguidos; mas, quando estão no controle, declaram que neutralidade política não existe e, assim, não dão voz ao contraditório. 

sábado, 7 de junho de 2014

Professores usam a ciência como ideologia corporativista

"Desconfio por princípio de todo idealista que lucra com seu ideal".
Millôr Fernandes

O predomínio da teoria social crítica nas ciências sociais brasileiras e na educação se deve, em grande parte, ou até principalmente, à doutrinação teórica e ideológica praticada nos três níveis de ensino. Professores doutrinam por terem sido igualmente doutrinados, e há muitos que fazem isso com boa fé: pensam que as teorias que incutem na cabeça dos alunos são expressões inequívocas da verdade e do bem, de modo que mesmo que achassem necessário ensinar outras perspectivas não saberiam fazer isso sem distorcê-las, já que só conhecem as ideias críticas. 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Sempre tentam interditar o debate sobre a geografia crítica

Nos últimos anos, eu tenho apontado as maneiras pelas quais os geógrafos contemporâneos evitam admitir a hegemonia da geocrítica e contornam a necessidade de debater aprofundadamente o que foi e o que é essa corrente do pensamento geográfico (Diniz Filho, 2002; 2013). Recentemente, um comentário publicado neste blog exibiu uma forma nova de interditar esse debate, conforme segue:

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

"Rolezinhos": Reynaldo Rocha mostra estilo nazista do lulopetismo

O jornalista Reynaldo Rocha publicou um artigo sobre os "rolezinhos" que eu assinaria em baixo, por três motivos:
  • Ele escreve que "Gilberto Carvalho é o Joseph Goebbles do lulopetismo", já que idênticos no uso da mentira como arma essencial da política partidária.
  • Mostra, embora sem explicitar a comparação, que a "análise sociológica" de Carvalho sobre os "rolezinhos" é tão ridícula e preconceituosa quanto aquela construída por intelectuais petistas como Maria Rita Kehl.
  • Por fim, ele demonstra que, como já não faz sentido querer dividir a sociedade entre os que compram e os que não compram em shoppings, resta à esquerda mentir sobre discriminação racial em estabelecimentos onde isso nunca existiu para simular um confronto entre "nós" e "eles". E investir em falsas oposições também é tipicamente nazi-fascista, acrescento eu.

domingo, 19 de janeiro de 2014

"Rolezinhos" provam sociologicamente que os shoppings são inclusivos, algo que a geografia também demonstra

É possível distinguir três fases dentro da trajetória de expansão dos shopping centers, no Brasil: a primeira, que vai de 1966 a 1970, é uma fase de instalação e experiência; a segunda é aquela em que ocorre a consolidação desse tipo de estabelecimento no país (embora seu número tenha continuado pouco expressivo) e se estende de 1971 a 1979; a última fase é a da expansão com desconcentração espacial do número de shopping centers, a qual começa em 1980 e prossegue nas décadas seguintes (Gil, 2003; Araújo; Bessa; Diniz Filho, 1992, p. 135). Fenômeno semelhante ocorre com os supermercados brasileiros, cuja implantação se dá nos anos 1950, mas que ainda se distribuíam de forma muito concentrada até meados dos anos 1970, difundindo-se espacialmente nas décadas seguintes (Diniz Filho, 1995).

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Gasto social crescente derruba as teses da esquerda intelectual e política

Em trabalhos de Maria da Conceição Tavares, de Milton Santos, de Marcelo Lopes de Souza e de outros intelectuais de esquerda, repete-se o mantra de que a pobreza e a desigualdade brasileiras têm origem em desequilíbrios ou contradições estruturais do capitalismo periférico ou semi-periférico, bem como na resistência das "elites" insensíveis a mudar esse modelo econômico de um modo tal que permitisse aplicar mais recursos em política social. Uma prova de que esse diagnóstico estaria correto - embora nem todos eles se preocupem em provar o que dizem... - seria a péssima qualidade dos nossos serviços públicos em contraste com os gastos do Estado com o pagamento dos juros das dívidas externa e interna, já que estes restringiriam o potencial de investimento e de gasto social do Estado brasileiro. 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Vem livro novo por aí!

Publiquei muito pouco por aqui no último mês devido a lesões musculares que me obrigaram a reduzir o tempo que passo diante do micro, mas administrei meu tempo de modo a continuar trabalhando no blog.
 
Ocorre que eu e mais dois geógrafos que remam contra a maré, Anselmo Heidrich e Fernando Raphael Ferro de Lima, estamos organizando uma coletânea de nossos textos com vistas a publica-los em livro ainda neste ano. Assim, selecionei diversos textos do blog, fundi vários deles em artigos maiores, acrescentei alguns dados e bibliografia e também mudei o estilo da redação - blogs são mais informais do que livros. 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Groucho Marx explica o Índice de Felicidade da ONU

Uma das grandes tiradas do humorista Groucho Marx diz que "a política é a arte de buscar problemas, encontrá-los, fazer um diagnóstico falso e aplicar depois os remédios errados". Se repararmos bem, a ONU, nada mais do que uma "estatal mundial", na expressão do geógrafo Wanderley Messias da Costa, age exatamente dessa forma, mesmo quando se apoia em indicadores quantitativos.

Realmente, uma das mais explícitas tentativas da ONU e de governantes de vários países para fazer política marxista (marxismo de Groucho, mas talvez essa expressão sirva também para falar dos seguidores do velho Karl...) são os estudos para construir um índice de felicidade. Seguem trechos de uma boa matéria a respeito:

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Estado moderno diz sim quando devia dizer não e diz não quando devia dizer sim

Dando continuidade ao post Quando o Estado moderno aprendeu a dizer sim com bons motivos, vou citar aqui alguns exemplos de como os governos da atualidade selecionam os estudos científicos que se mostram úteis à legitimação de ações que, em benefício de políticos, burocratas e de grupos de pressão organizados, atendem aos piores desejos dos eleitores. 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Slavoj Zizek e as versões do dogmatismo anticapitalista

Conforme explicado em outro post (aqui), Slavoj Žižek é um teórico socialista cuja obra resume os truques retóricos usados pela maioria dos autores radicais da atualidade, a saber: primeiro, propor revoluções que apontam para utopias de conteúdos indefinidos; segundo, usar malabarismos dialéticos que, de modo mais ou menos explícito, justificam eticamente qualquer ação violenta com teor anticapitalista ou antiliberal; terceiro, culpar o capitalismo por todos os males do mundo sem explicar direito as relações de causa e efeito que justificariam tais acusações. Agora, é o momento de situar a forma como Žižek aplica esses truques no contexto da crise da teoria social crítica - tradição de pensamento que engloba o marxismo e todas as demais formulações teóricas assumidamente interessadas em contestar a ordem capitalista em bases radicais.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Slavoj Zizek é o socialista que resume os outros socialistas

O filósofo esloveno Slavoj Zizek é uma autêntica celebridade acadêmica internacional. Se me perguntarem a razão de tamanho sucesso, eu diria que está no fato de ele resumir, levando ao paroxismo, todas as características comuns à grande maioria dos intelectuais socialistas dos dias de hoje. Mas não que eu já tenha lido algum dos diversos livros dele. Não li e nem pretendo ler, por uma simples razão: quando leio alguma entrevista ou texto desse autor, ou ainda uma resenha qualquer de seus livros (tanto favoráveis quanto desfavoráveis), fica claro que os escritos dele só servem para exemplificar toda a teia de imposturas a que costumam se entregar os intelectuais "críticos" da atualidade.