Mostrando postagens com marcador José W. Vesentini. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador José W. Vesentini. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Professor Luan Pablo Rosa faz ataque hipócrita ao Escola Sem Partido

Participei recentemente de mais uma audiência na Câmara dos Deputados para debater o Projeto de Lei apelidado de "Escola Sem Partido". Um professor que também é aluno de Geografia da UFPR fez uma postagem no Grupo Geografia UFPR, do Facebook, com o seguinte ataque ao projeto:
EU EDUCADOR/PROFESSOR NÃO ACEITO SER AMORDAÇADO, assim cerceado do direito livre e constitucional da prática docente, imposta nesta PL como uma clara restrição arbitrária da liberdade de ensinar que apenas prejudica os alunos, limitando o debate sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação sexual, moral e religiosa.
Quanta indignação! Quanta coragem na defesa da liberdade de ensinar! Quem lê esse texto jamais imaginaria que o professor Luan é bastante indulgente quando se trata de piquetes na universidade, ou seja, que ele não vê nenhum problema sério no fato de uns poucos baderneiros impedirem certos professores de exercer a liberdade de ensinar (e em prejuízo daquela maioria de alunos que não aderiu à paralisação estudantil) por meio de intimidação física!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Vesentini perpetua bobagens e ganha dinheiro com CTRL C, CTRL V

Para demonstrar os efeitos nefastos da doutrinação ideológica no ensino médio, em meu último livro, analisei duas obras didáticas de José W. Vesentini, o responsável pela introdução das ideias da geografia crítica e radical nesse segmento do mercado editorial brasileiro (Diniz Filho, 2013). Usei as edições de 1996 e 1998 de Brasil: sociedade e espaço e também a edição de 2005 de Geografia: geografia geral e do Brasil para revelar como os livros que seguem a pauta da geocrítica distorcem completamente a realidade brasileira pelo mau uso que fazem das informações estatísticas e pelo modo como perpetuam explicações anacrônicas e simplistas sobre agricultura e alimentação no Brasil.

Pois bem. Decidi checar um livro mais recente, que é Geografia: o mundo em transição (Vesentini, 2013) para ver se teria havido alguma melhora nos últimos anos. Não que eu esperasse melhora, na verdade, mas, por desencargo de consciência, fui verificar. Resultado: nesse livro, Vesentini reproduz, com poucas alterações, passagens inteiras dos livros que eu avaliei, repetindo os mesmos conteúdos distorcidos e incorrendo nos mesmos erros!

quinta-feira, 27 de março de 2014

Sobre racismo e determinismo ambiental no pensamento de esquerda

No post O determinismo ambiental está vivo, e a esquerda apoia, eu mostro como a revista História Viva fez uso das teorias do historiador Ian Morris para sustentar a tese de que a ascensão do chamado "Ocidente" nada tem a ver com as instituições econômicas e políticas liberais, nem com qualquer fator cultural ou político, pois seria apenas fruto dos caprichos da geografia. Demonstrei ainda que o determinismo ambiental esteve presente em muitas elaborações teóricas marxistas, como em O Capital e nas teorias de Caio Prado Júnior sobre a distinção entre colônias de povoamento e colônias de exploração. Recentemente, mandaram um comentário a esse texto que diz o seguinte:

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Um Bill Gates é melhor do que um Milton Santos

"Todo poder humano é uma mistura de paciência e de tempo. As criaturas poderosas querem – e velam [...]. Daí vem, talvez, a prodigiosa curiosidade que despertam os avarentos habilmente postos em cena. Cada indivíduo está ligado por um fio àquelas personagens que ofendem a todos os sentimentos humanos, resumindo-os todos. Onde está o homem sem desejo, e que desejo social se resolverá sem dinheiro?".
Honoré de Balzac, Eugene Grandet.

Milton Santos era daqueles intelectuais esquerdistas que manifestavam desprezo pelo consumismo, pela burguesia, pelas pessoas que batalham visando só pagar as contas ou acumular dinheiro, além de basear seus trabalhos acadêmicos no pressuposto de que competitividade e solidariedade são opostos. Durante uma aula que tive com ele na pós-graduação, a turma foi brindada com o seguinte comentário do professor: "o intelectual não precisa de dinheiro" (breve pausa expressiva) "porque o intelectual tem prestígio!". 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Black Bloc prova o fracasso da escola brasileira

No livro Por uma crítica da geografia crítica (Editora da UEPG, 2013), eu apresento os resultados de uma pesquisa realizada com alunos do último ano do ensino médio, os quais responderam a um questionário com perguntas sobre geografia geral. A qualidade das redações dos alunos era baixíssima, pois revelava uma série de erros de ortografia e gramática, desconhecimento do significado de palavras bastante comuns (como "dependente" e "independente"), além de uma gigantesca dificuldade para expor ideias com clareza. Por outro lado, era nítido que as respostas dos alunos eram informadas pelas teorias e ideologias de esquerda veiculadas pelos livros didáticos, como os de José W. Vesentini. Daí a conclusão: a escola brasileira vem sendo capaz de formar consensos ideológicos de esquerda entre os alunos, mas fracassa completamente na sua principal função, que é a de desenvolver competências.

Só para exemplificar, aqui estão duas respostas que procuravam justificar a ideia de que os países subdesenvolvidos são explorados:

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Niemeyer apanhava da esquerda marxista e também da não-marxista

Vejamos aqui um comentário muito pertinente de Anselmo Heidrich ao post "Oscar Niemeyer é um déspota":
Dois anos antes de ser inaugurada, a poetiza americana E. Bishop visitou Brasília e se surpreendeu com a secura e desolação do local. Ela estava antevendo como seria a cidade. Também já li que Brasília é "a última cidade medieval do mundo" ou "a cidade medieval mais moderna do mundo", algo assim, devido ao princípio de isolamento do público. De acordo com Vesentini em seu A Capital da Geopolítica, ela foi realmente pensada para apartar: os próprios pontos de ônibus são distantes uns dos outros para evitar aglomerações. E não precisamos ser experts no assunto para perceber porque aqueles prédios só devem funcionar em clima seco, como é de fato o Planalto Central, pois quando chove há muita infiltração; suas paredes envidraçadas também funcionam como estufas onde o uso de ar condicionado permanente se faz obrigatório. Tudo bem "ecológico", que nossos críticos politicamente corretos esqueceram de comentar. Niemeyer, como admirador do vulgo Le Corbusier, quem dizia que "a arquitetura serve para disciplinar", não poderia deixar de pensar algo como espetáculo de concreto: é uma obra que não dialoga com o cidadão, apenas expõe para o mesmo. Se há um sentido naquilo, mais parece ser o de um cemitério vivo.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Brasil rural ensinado nas escolas não existe

Saiu ontem no jornal Gazeta do Povo um pequeno artigo de minha autoria que trata da relação entre o debate público sobre a política nacional de reforma agrária e os conteúdos equivocados que se ensinam nas escolas. Abaixo, reproduzo o começo do artigo. Para ler na íntegra, é só clicar no link acima indicado. Uma outra versão desse mesmo texto, só que um pouco mais completa, pode ser lida aqui.
Xico Graziano, em seu livro O carma da terra no Brasil, qualifica a política nacional de reforma agrária como um "fracasso retumbante". Isso ocorre, de um lado, porque o Brasil do latifúndio deixou de existir faz uns 50 anos, devido à modernização das grandes propriedades. De outro lado, os assentamentos de reforma agrária exibem produtividade baixíssima e não geram renda suficiente nem para tirar os assentados da pobreza.
Textos relacionados

segunda-feira, 12 de março de 2012

O artigo que a Conhecimento Prático Geografia ignorou

Tempos atrás, uma pessoa que leu um artigo que publiquei no site Escola Sem Partido me convidou por e-mail a escrever um artigo sobre o problema da doutrinação no ensino de geografia, o qual saiu publicado na revista Conhecimento Prático Geografia. Não me ofereceram qualquer remuneração por esse trabalho, muito embora se trate de revista produzida por editora privada e vendida em bancas de jornal, e nem eu solicitei qualquer pagamento.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A prática dos "movimentos sociais" contradiz a teoria

Com o fracasso da tese marxista da centralidade operária, os intelectuais críticos do capitalismo vêm depositando suas esperanças utópicas em outros tipos de "movimentos sociais". Supostamente, essas organizações políticas poderiam levar a uma sociedade socialista de tipo novo, distante do estatismo totalitário e corrupto do socialismo real. Mas a experiência histórica recente demonstra haver uma enorme contradição entre essas expectativas e a prática política desses grupos. Vejamos: 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Vesentini entregou o jogo sem querer

José W. Vesentini afirma que, ao contrário do que geralmente se pensa, a origem da geocrítica brasileira não se deu nas pesquisas universitárias, mas sim no ensino médio e fundamental. Ele procura justificar tal avaliação por meio de um testemunho pessoal, afirmando que, já em 1969, participou de seminários num cursinho em que foram discutidas obras como Panorama do mundo atual, Capitalismo e subdesenvolvimento na América Latina, Formação do Brasil contemporâneo e Formação econômica do Brasil, entre outras. Ele também confere grande importância ao livro Geografia do subdesenvolvimento, de Lacoste, e acrescenta que a discussão das relações centro/periferia incorporava também autores como Paul Baran, Paul Sweezy, Harry Magdoff, Teotônio dos Santos, Rui Mauro Marini e André Gunder Frank, entre outros (Vesentini, 2001). 

domingo, 11 de dezembro de 2011

Vesentini cometeu erro grosseiro ao tratar da fome

Os livros didáticos de geografia adoram falar sobre a "questão da fome", e as obras de Vesentini não fogem à regra. O problema é que, como já é sabido desde a publicação da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003 - POF, a desnutrição deixou de ser um problema nacional e de grandes dimensões há muitos anos (e o Fome Zero nada teve a ver com isso). 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

E Vesentini divulga esse primeiro erro

Basicamente, o ensino fundamental e o médio têm por objetivos transmitir os valores da cidadania, apresentar uma breve introdução a algumas teorias explicativas de fenômenos naturais e sociais e, por fim, desenvolver as habilidades cognitivas necessárias para que os alunos reflitam criticamente sobre essas explicações. Todavia, muito do que vai escrito nos livros didáticos são apenas ideologias políticas apresentadas aos alunos como se fossem verdades evidentes por si mesmas. 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O ambientalismo dos geógrafos é demagogia esquerdista

Um dos mantras que não param de ser repetidos pelos intelectuais e professores brasileiros é o de que o capitalismo é, em si mesmo, antiecológico. Na geografia, vemos isso nos escritos de Ana Fani Alessandri Carlos, Marcelo Lopes de Souza, José W. Vesentini, e de tantos outros autores. Ideia sempre repetida com a ligeireza de quem pensa estar enunciando uma verdade tão evidente que não precisa ser comprovada. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Entrevista sobre a doutrinação ideológica no ensino

O site No Mundo e nos Livros acabou de publicar um artigo que fala da educação em casa como alternativa ao problema da doutrinação ideológica nas escolas. O artigo traz uma entrevista com a equipe do site Escola Sem Partido na qual o coordenador desse site, Miguel Nagib, atua como mediador, enquanto eu respondo às perguntas. Vamos a elas, então.