Uma pesquisa realizada pelo CNT/Sensus, e complementada por levantamento feito em 130 livros e apostilas de história e de geografia, demonstrou cabalmente a prática da doutrinação ideológica no ensino médio brasileiro. Diante das evidências de doutrinação que existem também para o ensino superior, nada melhor do que fazer uma pesquisa semelhante em nossas universidades. Já existe até uma experiência internacional que podemos tomar por base.
O jornalista Leandro Narloch, em seu Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, avisa que "já é hora de jogar tomates na historiografia politicamente correta". Este blog faz a mesma coisa com a geografia e o sistema de ensino atuais, que carregam os mesmos vícios. E está explicado o título do blog. Por Luis Lopes Diniz Filho
quinta-feira, 27 de junho de 2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
Prisioneiros num "labirinto de algodão"
Destaco aqui um excelente comentário feito ao post anterior, mas motivado pelo texto Sim, a universidade justifica a violência, que toca em questões cruciais para a refutação da teoria social crítica na academia. Uma vez que o comentário é longo (tanto que foi publicado em duas partes) vou reproduzir apenas as passagens abaixo:
Imagino que algumas pessoas não entendam suas críticas (como o autor do comentário), pois tentam enxergar uma dominação mais explícita no meio acadêmico, devem imaginar que há aulas como aquela do filme "A vida dos outros", onde o professor/agente da Stasi trata da prática de interrogatórios e afirma aos alunos que "seus prisioneiros são inimigos do socialismo". Afora os casos de violência sobre os quais você já falou, acredito que compreender esta situação da academia requeira uma sensibilidade um pouco maior para determinados vazios e silêncios, geralmente pouco percebidos. (Aliás, estão aí os tabus das pesquisas acadêmicas, e não no funk carioca ou na cultura popular como muita gente gosta de afirmar). Acredito que haja, pelo menos, dois pontos que realçam a existência de certo "esquerdismo" dominante nas áreas de humanidades (mas que passam despercebido por outras pessoas).
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Esquerda investiu no caos e os bandidos tiraram proveito
Não adianta querer eximir certos "movimentos sociais" de esquerda, adorados por nossos professores de história e de geografia, de culpa pelas depredações e agressões que estamos vendo. Mas tem gente confundindo informações para fazer isso, conforme esta passagem de comentário publicado ao post Legitimação da violência nas universidades.
sábado, 22 de junho de 2013
Sim, a universidade justifica a violência!
Respondo agora a um comentário sobre o texto Legitimação do vandalismo nas universidades. O autor nega o problema da doutrinação ideológica no ensino dizendo o que segue:
Calma, professor!Do jeito que o senhor fala as pessoas vão realmente acreditar que as nossas universidades são um antro de stalinistas preparados para fazer a revolução. Eu fico me perguntando como o senhor ainda não foi empalado e teve sua cabeça devorada pelos canibais esquerdistas que abundam as universidades públicas. Tome cuidado!Até meia dúzia de vagabundos que vão vandalizar num protesto pacífico são motivo para se atacar a esquerda, e, numa explicação rasa sobre o problema educacional no Brasil, joga-se toda a responsabilidade nos professores esquerdistas.Essa doutrinação que o senhor tanto fala não é verdade nem na universidade em que o senhor dá aula. Ou por acaso os professores esquerdistas estão a espancá-lo antes das aulas? Os seus colegas de departamento o impedem de fazer críticas ao marxismo em aula? O seu programa é oriundo de uma cartilha do PSTU ou do PSOL? Por acaso já foi impedido de lecionar mediante a ação terrorista de alunos militantes do PCB?
As faculdades e institutos de ciências humanas e sociais, assim como as organizações estudantis, são, sim, na sua maior parte, antros de stalinistas prontos para uma revolução - no caso dos professores, mais animados para apoiá-la do que para sujar as mãos fazendo... Evidência bem concreta disso está no fato de que, em 2007, 115 professores da USP – apenas 2,2% dos cerca de 5.200 docentes dessa universidade – foram signatários de um abaixo-assinado em favor da causa de uma cambada que tinha invadido a Reitoria, sendo que 101 desses professores pertenciam à FFLCH-USP!
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Alckmin e Haddad sabem que ceder ao fascismo gera mais fascismo, mas...
Quando um bando de gente autoritária e disposta a praticar ou legitimar violências exige alguma coisa dos governos, não se pode ceder. Em hipótese nenhuma! Isso já deveria ser sobejamente conhecido pelas décadas de experiência que tivemos com o MST e outros supostos movimentos de "luta pela terra". E os tucanos e petistas sabem disso melhor do que ninguém, embora tenham lutado em campos opostos.
O governo FHC realizou o maior programa de reforma agrária que o Brasil já tinha visto, mas, à medida em que mais e mais famílias eram assentadas, a violência só crescia. Tanto é assim que o número de invasões de terra saltou de 145 para 502 nos anos de 1995 a 1999. Só em 2000 os tucanos se convenceram de que ser generoso com bandos agressivos só serve para incentivar mais pessoas a usar a violência, o que resultou na edição de uma Medida Provisória que eliminou o benefício econômico a ser obtido com invasões. O resultado dessa ação foi que o número de casos de invasão desabou para 236 em 2000, 158 no ano seguinte e para 103 em 2002, conforme dados da Ouvidoria Agrária disponíveis aqui.
domingo, 16 de junho de 2013
Legitimação do vandalismo nas universidades
No post anterior, comentei que o esquerdismo da escola brasileira pode ser um dos fatores responsáveis pelo vandalismo a que estamos assistindo - na verdade, trata-se de terrorismo mesmo, ainda que, até o momento, sem mortes. Mas não é apenas no ensino médio que os alunos aprendem que a luta insurrecional e as barbaridades cometidas por "movimentos sociais" como o MST são justificáveis, pois o mesmo se dá nas nossas universidades!
A primeira fonte de legitimação ideológica da violência nas universidades é a doutrinação teórica de esquerda que acontece nas salas de aula, especialmente nos cursos de ciências humanas. A influência da teoria social crítica (que reúne o marxismo e certo anticapitalismo pós-modernista) responde pela justificação moral de revoluções, insurreições, do crime comum e até do mau comportamento de estudantes.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Vândalos se sentem justificados pelo que aprenderam na escola
Interrompo a discussão que estava fazendo sobre o Bolsa Família para tratar dos atos de vandalismo e violência que vêm explodindo em São Paulo e Rio por conta do aumento das tarifas de transporte público. Antes de mais nada, é preciso deixar bem claro que a violência dos universitários se deve às ideologias de esquerda em que eles acreditam, já que os protestos foram convocados por militantes de partidos socialistas radicais, como PSOL, PSTU e PCdoB, e também da UNE (ver aqui). Em segundo lugar, lembre-se que o PT apoiou o Movimento Passe Livre na última eleição para prefeito, em mais uma demonstração de que esse partido não tem pudor de usar movimentos que abrigam gente fascistoide para chegar ao poder. Todavia, meu objetivo aqui é chamar atenção para o papel que a escola brasileira, inspirada por Paulo Freire e outros militantes marxistas e petistas travestidos de educadores, desempenha na difusão das ideologias autoritárias que alimentam essa violência.
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