quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Vesentini perpetua bobagens e ganha dinheiro com CTRL C, CTRL V

Para demonstrar os efeitos nefastos da doutrinação ideológica no ensino médio, em meu último livro, analisei duas obras didáticas de José W. Vesentini, o responsável pela introdução das ideias da geografia crítica e radical nesse segmento do mercado editorial brasileiro (Diniz Filho, 2013). Usei as edições de 1996 e 1998 de Brasil: sociedade e espaço e também a edição de 2005 de Geografia: geografia geral e do Brasil para revelar como os livros que seguem a pauta da geocrítica distorcem completamente a realidade brasileira pelo mau uso que fazem das informações estatísticas e pelo modo como perpetuam explicações anacrônicas e simplistas sobre agricultura e alimentação no Brasil.

Pois bem. Decidi checar um livro mais recente, que é Geografia: o mundo em transição (Vesentini, 2013) para ver se teria havido alguma melhora nos últimos anos. Não que eu esperasse melhora, na verdade, mas, por desencargo de consciência, fui verificar. Resultado: nesse livro, Vesentini reproduz, com poucas alterações, passagens inteiras dos livros que eu avaliei, repetindo os mesmos conteúdos distorcidos e incorrendo nos mesmos erros!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Nós não usamos a Avaaz. A Avaaz é que nos usa

Assim como inúmeras outras pessoas, já assinei umas poucas petições divulgadas por meio da Avaaz. Hoje, evito fazer isso, e por um motivo simples: ao invés de ser um canal para a livre manifestação de ideias e opiniões, a Avaaz é uma organização política de esquerda que censura petições das quais discorda e que usa os e-mails de todas as pessoas que algum dia já assinaram alguma petição no site para pedir dinheiro e também para dar ampla divulgação às petições que a organização considera mais relevantes.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

PT esconde números que provam que seus governos são lixo

Acabei de ler um artigo (obrigado pela indicação, Anselmo!) que mostra a crise instalada no Ipea pela censura à divulgação de informações que provam que, ao contrário do que alardeia a propaganda petista, a concentração de renda aumentou de 2006 a 2012. De fato, dois funcionários desse Instituto pediram exoneração por discordarem dessa censura absurda, que denota um profundo e autoritário aparelhamento do Estado.
 
Esse episódio prova que, até recentemente, os governos do PT não censuravam as instituições de pesquisa de forma escancarada, tal como acontece na Venezuela e na Argentina, porque a continuidade da política econômica de FHC num contexto internacional extremamente favorável tornava possível dar continuidade a alguns avanços iniciados com o Plano Real sem que o PT fizesse qualquer das reformas estruturais de que o Brasil necessita. Mas, à medida que os bons ventos da economia mundial pararam de soprar, e que novas pesquisas mais detalhadas provaram que os governos do PT não têm mérito nenhum, a única saída foi esconder os dados e desmontar os órgãos de pesquisa.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Números provam que PT é um lixo

Assim como em outras eleições, andam circulando pela internet textos segundo os quais as estatísticas econômicas e sociais provariam que os governos do PT foram melhores do que os anteriores e trouxeram um grande avanço para o país. Bem, como eu já escrevi, o PT vive de torturar estatísticas para fazer propaganda enganosa. E ainda aparelha os órgãos oficiais de pesquisa para embutir propaganda partidária em textos que deveriam ser técnicos. Assim, como pequeno antídoto contra esse tipo de propaganda mentirosa (na qual muitos professores acreditam) vou citar algumas informações sociais e econômicas, conforme segue:

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Aécio virou! Economia salvou Lula do mensalão. Já Dilma...

Votei em Aécio Neves para presidente e, graças à virada que ele deu, já tenho candidato para o segundo turno - eu pensava em votar em branco. Não vou especular sobre as causas dessa virada, pois uma análise consistente exigiria uma batelada de dados de pesquisas de opinião qualitativas sobre as visões do eleitorado a respeito dos três principais candidatos, algo de que não disponho. Jornalistas tarimbados, como Augusto Nunes e Ricardo Setti, não conseguem ir muito além de apontar elementos subjetivos que podem ter contribuído, como a segurança demonstrada por Aécio Neves, que não se deixou abater diante da onda Marina. 

E nem sei dizer quem poderia dispor de bons dados para uma análise mais profunda, tendo em vista que o Ibope e o Datafolha erraram feio, muito feio mesmo, nas pesquisas sobre a eleição presidencial e de diversos outros pleitos para governos estaduais e para o senado. Sendo assim, meu objetivo é fazer duas observações gerais com base em informações quantitativas mais seguras. 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Ioschpe: Aécio tem melhor programa para educação

Gustavo Ioschpe é, sem sombra de dúvida, um dos melhores especialistas brasileiros em educação. E ele acabou de fazer uma análise objetiva e ponderada dos programas dos três principais candidatos à Presidência para essa área. 

Conforme ele ressalta logo no início no texto, avaliar os programas para a educação não implica fazer uma declaração de voto e nem uma análise global dos candidatos e de suas propostas de governo. E ele está certo nisso, é claro. Mas também é inegável que, sendo o aumento da qualidade da educação crucial para o desenvolvimento econômico e para consolidar o regime democrático, devemos dar uma importância bastante grande às propostas feitas pelos candidatos nessa área.

Sinteticamente, Ioschpe conclui que as melhores propostas são de Aécio Neves, que as de Dilma ficam em segundo lugar e que as piores de todas são as de Marina Silva. Quem desejar ler o artigo todo, que é um pouco extenso, só precisa clicar no link abaixo indicado. Na sequência, seleciono algumas passagens especialmente esclarecedoras.

Boa leitura!

sábado, 20 de setembro de 2014

Redução da desigualdade começou com FHC e foi revertida pelo PT

Fonte: Hoffman, 2006

O gráfico acima foi elaborado com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio - PNAD, e consta de um amplo estudo do Ipea sobre a desconcentração de renda no Brasil. O processo começou em 1995, um ano após a entrada em vigor do Plano Real, e se acelerou a partir de 2001. Com a chegada do PT ao poder, o processo teve continuidade no ano de 2003, mas acompanhado de aumento da pobreza: é que parte das pessoas que já tinha ultrapassado a linha de pobreza voltou a ser pobre, diminuindo a desigualdade entre a população de renda média baixa e a população mais pobre. Já no biênio 2004-2005, a pobreza voltou a cair com velocidade semelhante àquela dos anos 1994-1995, e a queda da desigualdade prosseguiu. Contudo, já naqueles anos se notava uma desaceleração desse processo, como aparece claramente em todas as curvas do gráfico.

E dali para frente? Muito ao contrário do que dizem os petistas, a concentração de renda voltou a crescer com o PT no poder! Uma pesquisa elaborada pelo Ipea demonstra que, entre 2006 e 2012, a fatia que os 5% mais ricos detinham na renda total do país passou de 40% para 44%. Essa pesquisa usou informações do imposto de renda, sendo, portanto, mais precisa do que os dados da PNAD. É que os dados da PNAD provém de informações transmitidas oralmente pela população aos pesquisadores, o que acaba gerando distorções por conta da subjetividade das respostas. O cruzamento das informações da Receita Federal e da PNAD mostra, aliás, que as pessoas de alta renda são as que mais distorcem as informações, subestimando os valores.