sexta-feira, 25 de abril de 2014

Geografia econômica corrige populismo e reivindicações interesseiras disfarçadas de "humanismo"

O modelo de von Thünen
Ponto central: o mercado urbano de alimentos
1. (branco) Frutas, hortaliças, leite e outros produtos de consumo diário
2. Produção de lenha
3. Produção de grãos
4. Criação de gado
Alguns conhecimentos básicos de geografia econômica são muito úteis para escantear argumentos baseados em raciocínios simplistas, os quais costumam disfarçar reivindicações particularistas sob o manto de uma alegada preocupação com o bem comum. É o que se vê nos parágrafos abaixo, publicados por um licenciado em geografia, que é também agricultor ecológico, na área de comentários deste blog:
Tudo bem que há uma padronização descuidada em alguns trabalhos os quais uniformizam algumas características tanto para um tipo de agricultura quanto para o outro, mas desqualificar todos os que questionam a predominância de um modelo especulador que queira ou não, prejudica de alguma forma o abastecimento nacional, nem que seja na questão da qualidade ou de variedades é radicalismo político a favor do liberalismo e não há como disfarçar isso, Professor!
As monoculturas estimuladas pelo grande agronegócio e a centralização da produção gera custos e um exemplo disso é o caso da beterraba que poderia ser produzida de norte a sul, mas concentra em algumas regiões em determinados períodos do ano e chega a percorrer até 3 mil quilômetros para ser consumida. Não precisamos nem calcular o quanto esse tipo de concentração faz aumentar os custos para o consumidor e consequentemente sacrificar ao produtor o especulando no preço pago na lavoura, não é mesmo?
Começando pelo fim, cabe dizer que o raciocínio não faz o menor sentido. A razão disso está no fato de que o custo de transportar beterraba a 3 mil km é muito mais do que compensado pelos ganhos obtidos quando essa cultura se concentra nas áreas onde pode alcançar maior rendimento por unidade de área. A produção em larga escala reduz o custo de produção e o preço final do produto, e essa redução é muito superior ao custo de transportar o produto a grandes distâncias. 

Além disso, produzir beterraba pelo país todo implicaria perdas derivadas dos altos custos de oportunidade. O custo de oportunidade de uma mercadoria é igual ao custo daquilo de que se abre mão para comprar ou produzir essa mercadoria. Se, para reduzir custos de transporte, plantassem beterraba em áreas onde seria mais produtivo cultivar outras coisas, o resultado seria um tiro no pé, pois o valor das culturas que deixaríamos de plantar com alta produtividade seria muito superior ao valor da beterraba plantada com produtividade mais baixa!

Se os custos de transporte tivessem um papel absolutamente decisivo na localização das atividades agropecuárias, estaríamos no mundo idealizado no modelo de von Thünen, o qual abstrai as diferenças de fertilidade do solo, o relevo e todas as outras propriedades dos ambientes naturais para demonstrar logicamente a influência dos custos de transporte nos padrões de localização. Mas, mesmo nessa versão propositalmente simplificada da realidade, a lógica demonstra que tais atividades tendem a constituir áreas de monocultura (os famosos "anéis" do modelo de von Thünen, ilustrados na figura acima), e cuja expressão empírica mais citada nos livros didáticos de geografia são os "belts" da agricultura dos EUA.

E vale acrescentar que nenhum produtor rural do Brasil é proibido de plantar beterraba. Quem achar que pode produzir beterraba a preços competitivos para abastecer o mercado local, contando que os custos de transporte serão baixos, tem toda a liberdade de fazer isso. Logo, se produtores espalhados pelo Brasil todo deixam que a produção de beterraba se realize em poucas áreas, é por avaliar que não vão conseguir plantar beterraba com produtividade alta o suficiente para ser competitivos em preço (apesar dos menores custos de transporte) e/ou que os custos de oportunidade não compensam. 

É isso que explica, por exemplo, o fato de a cultura de laranja ser talvez a mais concentrada do mundo, em termos geográficos. O interior de São Paulo, principal área produtora de laranja do planeta, exporta a maior parte de sua produção. Por que países estrangeiros compram laranja produzida do outro lado do Atlântico, em vez de tentarem ser autossuficientes nessa cultura? Porque o preço final é mais afetado pela produtividade do que pelo custo de transporte, embora este seja uma variável importante, sem dúvida.

Produção local não é eficiente como parece

Em suma, uma agropecuária baseada na policultura e na qual as produções se distribuem de forma pulverizada para atender a mercados locais é antieconômica quando se consideram as diferenças de produtividade derivadas da localização e também ao se levar em conta apenas a influência dos custos de transporte. E reconhecer isso não implica substituir a preocupação com as necessidades sociais por uma visão "economicista". Essa é a acusação tola e desonesta que políticos demagogos, ambientalistas, acadêmicos apologistas do "campesinato" e agricultores familiares ávidos por subsídios usam para desqualificar os argumentos em favor da racionalidade econômica nos debates públicos. A grande verdade é que a busca de racionalidade econômica constitui a única forma de promover o atendimento das necessidades humanas sem permitir que um grupo explore os outros abocanhando fatias do fundo público em nome de belas intenções. 

Realmente, produzir alimento com eficiência econômica significa produzir a preços acessíveis para os mais pobres. A prova concreta disso está no fato de que é completamente falso dizer, como faz o autor do comentário, que a agricultura patronal de grandes propriedades e baseada na tecnologia da revolução verde prejudica o abastecimento nacional. A Pesquisa de Orçamentos Familiares, do IBGE, prova que mesmo a população mais pobre do Brasil tem alimentação variada e saudável, e que isso se dá em todas as regiões do país e tanto nos espaços rurais quanto urbanos.

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12 comentários:

  1. É até vergonhoso imaginar que o autor de um comentário tão simplista tenha feito um curso superior! O carinha nunca estudou nada de economia ou esqueceu tudo que aprendeu.
    Em geografia, muita gente entra na faculdade com o pensamento aberto apenas para as ideologias que aprenderam na escola. Todo o resto é esquecido. Fazer o quê! Podiam pelo menos ter prestado atenção nas tuas aulas de geografia da indústria!

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  2. "Não precisamos nem calcular o quanto esse tipo de concentração faz aumentar os custos para o consumidor e consequentemente sacrificar ao produtor o especulando no preço pago na lavoura, não é mesmo?"

    Sim, precisamos! Essa é a fraqueza central da Geografia atual: a pretensão de se estabelecer teorias desconsiderando os pressupostos concretos. A monocultura e a centralização da produção podem gerar custos? Podem sim. Mas quais os cálculos que confirmam ou refutam tal hipótese?

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  3. Nossa!!! Que honra, Doutor!!! Fez um post só pra publicar meu comentário?
    Estou muito orgulhoso disso. rsrs
    Quando tiver tempo vou ler com calma e comentar alguma coisa. Mesmo que seja precisa esperar uns quatro meses para a publicação, será uma grande honra fazer parte da discussão. hehehe

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    1. Eu já usei muitos comentários de muitos comentadores diferentes para escrever posts. Recentemente, por exemplo, houve uns dois ou três comentários escritos por agricultores ecológicos que eu transformei em posts pelo fato de exemplificarem perfeitamente as simplificações retóricas e hipocrisias que alimentam os discursos desses que citam Fritjof Capra.

      Já a resposta que eu publiquei a esse seu comentário virou post porque o que você escreve exemplifica bem o simplismo dos discursos que sustentam a geografia rural crítica e as propostas em favor de subsídios à produção local de alimentos.

      Se isso te deixa orgulhoso, melhor assim.

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  4. Então, vamos lá.
    Depois que escrevi que nem iria mais acessar a esse blog pra ver se meus comentários de "4-5" meses atrás, enfim seriam publicados, mais uma vez navegando pela rede dei de cara com essa surpresa "maravilhosa". rsrs
    Imaginava que minha participação no blog fosse importante, mas nem tanto! hehehe ...ao ponto de ter uma postagem exclusiva com uma citação minha?... é muita emoção. rsrs
    Enfim, Doutor, Doutores...
    Em primeiro lugar, esse trecho não foi escrito ao acaso, desvinculado de um contexto maior e não serve de análise para os senhores a partir de uma base teórica de séculos passados em detrimento de uma realidade atual, que é o prejuízo que sofrem os consumidores e o Estado para manter um modelo provado insustentável. É óbvio que os senhores não vão encontrar dados que esclareçam o que afirmo em teorias do século passado e nem mesmo nas planilhas de cunho estatísticos do IBGE.
    Só pra clarear um pouco o entendimento do contexto sobre o qual querem opinar com tanta segurança, não sou apenas um licenciado em geografia e menos ainda um agricultor ecológico como citado. Sou agricultor sim, desde criança. Mas, sempre trabalhei a maior parte de minha vida com a agricultura convencional plantando milho, arroz, feijão e soja, além de trabalhar também com pecuária leiteira. Hoje não me envolvo tanto com isso porque sou também técnico em agropecuária e depois que me envolvi com trabalhos em planejamento e consultorias, a atividade ficou por conta de outras pessoas da minha família. Inclusive, já perdi um dos irmãos com complicações no pancreas provocadas, ao que tudo indica, pela exposição aos agrotóxicos. Meu interesse pela agroecologia se deu depois que fiz meu TCC de graduação pesquisando a prática orientado por uma doutora em geografia agrária.
    Não façam festas apostando que eu não conheço sobre os custos de produção e nem apostem também que meus conhecimentos na área de geografia agrária se fundamentam apenas em teorias acadêmicas.
    Já recomendei ao Dr Diniz-Filho que procure dados sobre os reais custos de produção, sobre o endividamento dos agricultores e suas causas, mas ele parece já saber demais para “perder tempo” com isso.
    Por enquanto, gostaria de recomendá-los uma olhadinha na logística desse modelo de produção implantado pela política da revolução verde em relação à viabilidade de se produzir com fertilizantes 70% importados e uma centralização que demanda um transporte rodoviário incapaz de ser suprimida pelas nossas rodovias com uma quantidade já absurda, mas ainda crescente de caminhões.

    Algumas leituras:

    Volume do endividamento desafia produtores rurais. Jornal do comércio. (http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=83445).

    Escoamento da produção é um dos grandes problemas do agronegócio. RuralBR Agricultura. (http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2009/08/escoamento-da-producao-e-um-dos-grandes-problemas-do-agronegocio-2617991.html)

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    1. 1. Sua participação é importante pelo modo como você exemplifica o modo de (não) pensar da geografia agrária, conforme esclareci acima.

      2. Dizer que o seu comentário está "vinculado a um contexto maior" não esconde a ignorância revelada no que você escreveu. Se você soubesse dos efeitos da produtividade como fator de redução de preços, se conhecesse o conceito de custos de oportunidade e se soubesse algo sobre o modelo que eu citei, não escreveria aquela bobagem sobre a concentração espacial da cultura de beterraba.

      3. Foi você quem disse que é produtor agroecológico num dos primeiros comentários que mandou para cá. A apresentação detalhada do seu currículo prova apenas que a geografia não tem sido capaz de ensinar as pessoas a pensar de modo rigoroso, mesmo depois que elas fazem TCC.

      4. O que você escreve sobre "reais custos de produção" não faz o menor sentido, pelas seguintes razões:

      a) a elevação dos custos de produção tem como contrapartida o aumento da produtividade da terra e do trabalho, o que amplia os lucros dos produtores (especialmente os de grande porte) e reduz os preços dos alimentos para os consumidores finais.

      b) portanto, os custos de produção, por unidade de medida do produto (um Kg de trigo ou uma caixa de laranjas, por exemplo), são decrescentes, assim como os preços finais desses produtos.

      c) a prova empírica disso é que os dados da POF mostram que a participação das despesas com alimentação no orçamento das famílias, inclusive das mais pobres, declina ao longo do tempo. Isso prova que os preços reais dos alimentos crescem menos do que os preços de outros bens e serviços, graças ao aumento de produtividade.

      Logo, a dinâmica "produtivista" da revolução verde é benéfica para os consumidores de alimentos, que são a vasta maioria da população. Mas aqueles agricultores familiares que não conseguem acompanhar essa dinâmica não costumam ser honestos o suficiente para reconhecer que aquilo que é ruim para eles, ao menos no curto e médio prazos, é bom para a vasta maioria da população.

      5. Finalmente, quando você fala da "logística desse modelo de produção", está simplesmente mudando de assunto. E a razão é simples: todo mundo sabe que a logística de transporte do Brasil é ruim, mas isso nada tem a ver com a revolução verde. Prova disso é que, nos EUA, o modelo agrícola vigente também é o da revolução verde e a logística de transportes de lá não deixa de ser excelente!

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    2. Deixe de ser desonesto e arrogante! Ou seria bitolado, mesmo?
      Só falei do meu currículo para que entendesse de uma vez por todas que trabalhar com custos de produção é minha rotina.
      O caso da beterraba ilustra bem o problema do alto custo de produção e logística pago pelo consumidor e, pior ainda, pelo produtor. Qualquer região do Brasil pode produzir beterraba para a mesa com viabilidade econômica, mas não há orientação nesse sentido e o vício perverso de deixar os atores do mercado fazerem o que bem entendem faz até com que especuladores se arrisquem com investimentos faraônicos em algumas atividades as quais quando fracassam deixam a conta para o Estado, além de outros prejuízos socioambientais, assustando a qualquer outro que tiver alguma intenção de fugir da uniformidade estabelecida pela indústria. Tudo contribui para manter a centralização.
      É claro que numa região onde toda a estrutura está condicionada para a produção de leite, quem se arriscar a produzir em grande volume qualquer que seja outra monocultura que não tenha nenhuma ligação com a produção (que não seja milho, soja, qualquer produto que sirva para as fábricas de ração), estará fadado ao fracasso! A não ser que haja uma crise de abastecimento nacional que valorize o produto ao ponto de pagar pela logística. Mas, um pequeno agricultor que faz um estudo de demanda e calcula que pode produzir para o mercado local algo que vem de longe com alto valor econômico embutido, ao contrário do aventureiro, tem tudo para ter sucesso.
      Eu não vou ficar aqui escrevendo textos longos embasados em várias fontes, porque não vale a pena. Afinal, os melhores comentários que fiz aqui nunca foram publicados.
      O Doutor tenta justificar a demora em publicar os comentários com a desculpa esfarrapada de que não tem tempo para estudar as respostas, mas vamos ser honestos: os 4 meses que seriam gastos para a resposta de todos os comentários que vejo aqui, dariam para escrever um livro para cada um destes. rsrs

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    3. O único arrogante e bitolado aqui é você. Seu comentário deixou explícito o desconhecimento de conceitos básicos de economia e de geografia econômica. Tanto que, em vez de rebater os argumentos que apresentei, você veio com a desculpa esfarrapada de que seu comentário tem de ser inserido num "contexto mais amplo"...

      O que você escreve na sequência demonstra, mais uma vez, essa mistura de arrogância com ignorância: em vez de responder aos argumentos, você repetiu o que já tinha dito no início!

      Você diz: "qualquer região do Brasil pode produzir beterraba para a mesa com viabilidade econômica, mas não há orientação nesse sentido [...]". Todavia, eu já tinha explicado que essa afirmação desconsidera os efeitos do aumento de produtividade na redução de preços e a questão dos custos de oportunidade. E também demonstrei que, ainda que os custos de transporte fossem os únicos determinantes da localização, o resultado seria a formação de áreas monocultoras do mesmo jeito! Por fim, eu demonstrei lógica e empiricamente (ao citar a POF), que os custos de produção por unidade de medida do produto são DECRESCENTES. Você não deu resposta a nenhuma dessas explicações.

      Ademais, o que você quer dizer com "não há orientação nesse sentido"? Orientação de quem? Do Estado? Ou você está se referindo à tal "estrutura"?

      Realmente, você diz na sequência que "numa região onde toda a estrutura está condicionada para a produção de leite, quem se arriscar a produzir em grande volume qualquer que seja outra monocultura que não tenha nenhuma ligação com a produção (que não seja milho, soja, qualquer produto que sirva para as fábricas de ração), estará fadado ao fracasso!". O exemplo foi infeliz, para começar, pelo fato de que 58% da produção nacional de leite de vaca é realizada por produtores familiares, conforme o Censo Agropecuário! Ademais, que conversa é essa de que "toda a estrutura" de uma região fica "condicionada" para um só produto? As estradas podem servir para o escoamento de qualquer produção em qualquer região, ora essa. O que você entende por "estrutura", afinal?

      Depois, você ainda cai em contradição ao dizer que, "um pequeno agricultor que faz um estudo de demanda e calcula que pode produzir para o mercado local algo que vem de longe com alto valor econômico embutido, ao contrário do aventureiro, tem tudo para ter sucesso". Ora, eu já tinha explicado que nenhum produtor rural é proibido de plantar beterraba. Quem não o faz, é por avaliar que não é capaz de ser competitivo em preço, mesmo com a redução dos custos de transporte, e/ou que os custos de oportunidade não compensam. Logo, o que você escreveu agora simplesmente me deu razão!

      Tudo isso demonstra que, ao apresentar seu currículo, você estava tentando demonstrar que entende do assunto apesar de não conseguir apresentar contra-argumentos. Mas o fato de um pequeno produtor ser competente para tocar o seu negócio não faz dele um conhecedor de geografia econômica. Você é a prova disso. E o curso de licenciatura em geografia que você fez também não lhe deu esses conhecimentos básicos. É uma pena.

      E eu não preciso de tempo para "estudar as respostas", visto que você, conforme demonstrado acima, não argumenta. Ademais, conforme eu já expliquei, tudo o que você escreve são repetições de ideias banais da geocrítica que eu já tinha rebatido no texto AGRICULTURA E MERCADO NO BRASIL (barra lateral do blog). Eu apenas não coloco o trabalho de responder seus comentários como prioridade, pois tenho outras coisas pra fazer e não ganho dinheiro com blog.

      Finalmente, veja que eu tardo mas não falho. Tanto que você não deu tréplica às últimas respostas que eu publiquei a comentários seus. Um exemplo disso é que o post acima foi elaborado a partir de uma resposta que publiquei a um dos seus comentários e à qual você não tinha respondido.

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    4. Ah, o Doutor quer mesmo sinceridade?
      Não respondi porque na verdade não vale a pena mesmo escrever qualquer coisa aqui.
      Vou estudar a possibilidade de escrever um artigo abordando o seu autismo acadêmico e publicar. Mas, aqui, definitivamente não comento mais.
      O que o Doutor tem mesmo é medo dos críticos e se esconde atrás de uma armadura que o blog oferece.
      Se enfrentar um debate frente a frente com qualquer crítico bem informado, o crítico te humilha no primeiro round.
      Ninguém em sã consciência vai concordar que os velhacos capitalistas são os inteiros responsáveis pela evolução tecnológica e todo e qualquer benefício que a humanidade possa desfrutar hoje, porque qualquer ser inteligente sabe que o que realmente produz é o trabalho ao invés da especulação. E não adianta escrever textos bonitos pra tentar convencer! Quem raciocina não cai nessa. Isso só funciona com quem se deixa alienar, encantado com artifícios.
      Em outro post, o Doutor exalta Bill Gates. No entanto, Bill Gates e seu famigerado acúmulo de propriedade intelectual é o maior exemplo que existe de que a velhacaria capitalista serve muito mais para inibir ao desenvolvimento do que impulsioná-lo.
      Dá pra se ter uma ideia de quantos programadores foram cercados pela propriedade intelectual porque precisavam de uma ideia que não poderia ser colocada em prática uma vez que esse mercenário já havia comprado o registro dessa ideia só para monopolizar ao mercado de softwares?
      O exemplo mais explícito que existe de que a liberdade para a criação só produz bons resultados é o sistema Linux que foi adotado pela Google e resultou no Andróid. Mesmo enfrentando todo o tipo de processos desses famigerados velhacos tá sobressaindo aos softwares proprietários arrebentando com os concorrentes.
      Ah, quer saber? Já te dei corda demais. Adeus!!!

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    5. Você mente no momento mesmo em que diz que vai ser sincero. Afirma que não responde porque não vale a pena, mas a verdade é que não responde porque não tem argumentos coerentes e fundamentados para dar resposta, só por isso.

      Tanto é assim que, depois de prometer sinceridade, você transcreveu, letra por letra, outro comentário seu que eu já tinha publicado e respondido no post UM BILL GATES É MELHOR DO QUE UM MILTON SANTOS.

      Ou seja, não tinha o que responder nesta discussão sobre localização agrícola e então copiou o comentário que tinha feito a um texto que trata de assunto completamente diverso só para fazer de conta que tem algo a dizer aqui!

      Quem quiser ler em detalhes a minha resposta ao seu comentário só precisa ir até o post citado. Aqui, chamo atenção para o fato de que você se contradiz o tempo inteiro!

      O Linux é a prova de que qualquer um pode produzir e disponibilizar produtos sem cobrar por isso. Cadê o imenso poder de Bill Gates, então? E o Google surgiu como uma microempresa que só tinha dois sócios proprietários e um único empregado, o qual investiu parte de sua poupança para ter participação nos lucros e ficou milionário por conta disso. Por que o Bill Gates ou algum outro gigante industrial não conseguiu impedir que o Google chegasse onde chegou? Cadê o legislativo e o judiciário comprados, como você diz? Cadê a onipotência das grandes empresas?

      Dos milhares e milhares de programadores e microempresários que competem no setor de informática e telecomunicações, a imensa maioria não se transforma em bilionários porque, em qualquer sistema competitivo, os primeiros lugares são alcançados necessariamente por poucos. E esses poucos chegam lá por uma combinação de talento, perseverança e também sorte. É preciso estar no lugar certo e na hora certa para virar Bill Gates, mas, sem muita perseverança e esforço, também não há como aproveitar as oportunidades quando elas aparecem.

      Nada a ver, portanto, com a ideia tola de que esses que não chegaram ao topo foram impedidos por causa de um suposto monopólio do mercado de softwares - se esse mercado existisse, de fato, como navegadores como Mozilla, Chrome e outros poderiam ter abocanhado uma boa fatia do mercado que já foi do Explorer?

      Finalmente, o fato de a maioria dos empresários não chegar às primeiras posições no ranking das grandes empresas não significa que tenham sido "excluídos", "injustiçados" ou jogados na pobreza. Quem tem competência e perseverança sempre acaba encontrando um lugar ao sol como pequeno ou médio empresário com boa renda e qualidade de vida ou como um funcionário altamente qualificado e muito bem remunerado de uma grande empresa.

      A virtude do mercado e da instituição da propriedade privada é justamente essa: incentiva cada um a dar o melhor de si mesmo para obter ganhos pessoais mediante a prestação de serviços aos outros, beneficiando a todos.

      OBSERVAÇÃO: Não se esqueça de publica esta resposta no seu blog e nas redes sociais.

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  5. Bem. Pelo menos dessa vez o Dr respondeu um pouco mais rápido. rsrs
    Não é o ideal, mas melhora um pouco. O bom mesmo seria se os comentários fossem abertos, como já comentei antes.
    Enfim, já que é exigência aqui, quando tiver tempo disponível vou tentar escrever alguma coisa com números e fontes, mesmo que "não ganhe nada pra isso". hehehe
    Pra não ficar só com o trabalho, vou escrever alguma coisa que depois eu possa aproveitar para publicar em alguma revista e melhorar o meu lattes. Afinal, com a predominância do atual modelo de produtivismo acadêmico, quem fica mais no campo do que no escritório, termina no prejuízo.
    Quanto à "troca de elogios", provavelmente o Dr já se acostumou a provar do próprio veneno e nem vou precisar pedir desculpas, não é?
    Ah, só um detalhe pra não passar em branco: se estudar melhor o assunto, poderá ver que a vantagem da escala de produção tem sido superada na agricultura pelos prejuízos trazidos com as monoculturas e o desequilíbrio dos agro ecossistemas. E a prova disso é o alto endividamento agrícola qual citei em outros comentários. Há um vasto material sobre isso e, portanto, não adianta dizer que não tem fundamento. É melhor ser honesto e dizer que desconhece o fundamento ao invés de afirmar com toda a convicção de que já sabe de tudo. rsrs

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    1. Como você não tem argumentos para responder, fica repetindo que as respostas demoram e que os comentários deveriam ser abertos. Já expliquei que não ganho dinheiro com blog e que não vou permitir que a área de comentários seja ocupada com mentiras e besteiras publicadas sem a devida resposta na sequência.

      E seus comentários são a maior prova de que estou certo em agir assim. Afinal, como você não tem argumentos, fica só repetindo afirmações que já foram contestadas acima! Portanto, o que você faz é aparelhar os blogs e redes sociais com frases feitas que, além de mentirosas, servem para a defesa dos seus interesses econômicos, i.e., para defender que o governo subsidie pequenos produtores como você! E o engraçado é que, embora você esteja interessado em meter a mão no dinheiro dos impostos, acusa os grandes empresários de serem egoístas...

      E eu sei muito bem que existe um "vasto material" publicado a dizer as mesmas bobagens que você diz. Só que eu já demonstrei que esse material é sem fundamento no artigo "Agricultura e Mercado no Brasil" e também no meu último livro. E o fato de você ser incapaz de extrair desse material um único argumento para contrapor aos meus é uma prova adicional da falta de fundamentação do que você e os geógrafos agrários escrevem.

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